7 de março de 2010

A amizade são horas vivas


“O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio”.




Há pessoas que fazem dos amigos cúmplices (ou réus) no crime de matar o tempo. Transformam-nos em companhias superficiais, colegas de chope. Mas um dia, quando precisarem de ouvidos e ombros, lembrarão do tempo perdido. Só que será tarde demais: as horas já estarão mortas e sepultadas.

Valorize seu amigo, agora!


Imagens: Stock photo


1 de março de 2010

Como surgem as calúnias contra pessoas comuns?


Os famosos são vítimas frequentes de calúnias, geralmente implantadas por jornais sensacionalistas ou por concorrentes desleais. E como nascem os boatos contra as pessoas comuns?



A principal fonte de calúnias contra quem não tem destaque popular é a inveja. Alguém pode não suportar o fato de outra pessoa ter ou ser algo que ele não conseguiu. Assim, em vez de transformar a inveja numa força para conquistar os próprios sonhos, o caluniador prefere “detonar” o outro. Monta uma logística de boatos tão aprimorada que a maioria das pessoas que escutam acha que se trata de uma realidade.

Quem sustenta a indústria de boato das celebridades são leitores de revistas e telespectadores de programas de fofoca. Do mesmo modo, as calúnias contra gente do povo sobrevivem porque têm seus consumidores. Esses consumidores são os indivíduos que escutam um burburinho sobre um amigo, ou um colega de trabalho, mas não questionam se aquilo é verdade. Pelo contrário, vão fazendo os mesmos comentários nas rodinhas de conversa e afirmam com convicção que é um “fato verídico”.

Tanto os geradores de boatos quanto quem os retransmitem são inescrupulosos sem nenhuma expectativa de futuro. São o cruzamento de vermes com sanguessugas: além de não trabalharem para construção de objetivos pessoais, destroem reputações. Porém esses invejosos esquecem que tal ato constitui crime tipificado, previsto no código penal. Portanto, quem cria calúnias ou as divulga está sujeito a processo e detenção.



Veja o que determina alguns dispositivos do Código Penal a respeito do crime de calúnia:

Art. 138. - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

Art. 141. - As penas cominadas neste Capítulo [que versa sobre Calúnia] aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
.........................................................................................................................
III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.


Imagem: Stock photo

24 de fevereiro de 2010

Sobre Jardim e Borboleta


Jardim e Borboleta

Era uma vez
Uma borboleta
Que voou por terras alheias
E encontrou no lugar de destino
Um jardim em primavera.
Viu ali espinhos e abrolhos
Mas também flores
Jamais vistas tão belas
Ela recepcionar.
Viveu neste
Tornou este
Seu habitat
Até a chegada
Do inverno
Frio inverno
Que fez a borboleta bela
se ausentar...
Sol
Quiçá um dia retornas...
E vem nos esquentar.



Seja fruto de uma licença poética ou de minhas divagações, interpreto os versos de Weslley da seguinte forma:

Vejo um ser humano na pele de uma borboleta, ou seria uma borboleta evoluída?

Nós, os humanos, somos assim mesmo. Voamos por terras alheias (outros lugares, sejam físicos ou filosóficos), em plena primavera. De fato, lá encontramos espinhos, mas há muitas flores, cujas cores se misturam com as nossas. Justamente por isso nos identificamos com esses jardins alheios em plena primavera.

Mas veja só, a primavera foi embora. As flores não têm mais as mesmas cores de antes, não possuem mais as nossas cores. É hora de ir embora e procurar outros jardins que sejam firmes diante das mudanças das estações. É preciso partir à procura de outras coisas/pessoas com que/quem nos identificar.


Imagem: Stock photo

19 de fevereiro de 2010

Professora de 100 anos morre após receber diploma


A senhora de 100 anos de idade não saiu no “Jornal Nacional” nem em outro programa de repercussão popular. Afinal, o que ela fez de diferente não foi saltar de paraquedas ou participar do Rally Paris Dakar, mas simplesmente ter se formado como professora, apesar da idade centenária e, no dia seguinte, falecido.

O sonho de receber o diploma de curso superior sempre a acompanhou. Ela já era professora, mas cursara somente o ensino médio; por isso, lecionava apenas para crianças. E, ao entrar na universidade, já estava aposentada havia anos.

Mas ela concluiu o curso. Graduou-se. Não usufruiu o que o sonho lhe deu, mas experimentou o gosto de conquistá-lo. Professora: guerreira.

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