Desalmados: a subserviência à opinião alheia


Cena clássica de filme e de telenovela: personagem entre e sai do provador, a cada momento com um figurino diverso. Sentado, o acompanhante assiste às escolhas, reprovando todas, girando a cabeça negativamente. Até que, por fim, este dá o aval: “Perfeito!” 

Não raro, é o gosto alheio que prevalece. Indivíduos dão permissão para que o outro lhe defina o que é certo, errado, adequado, inadequado. Outorgam-lhe o direito de ser juiz do que sentem. Cedem, numa passividade castradora, às opiniões de terceiros. 

A consequência dessa manipulação assistida (e chancelada) é previsível, como nos enredos das telas: eliminam-se todas as alegrias íntimas, objetivando aprovação. Com isso, morre-se aos poucos, para que outros vivam num mesmo corpo. Corpo sem alma. (Texto de Valdeir Almeida. Respeite os direitos autorais)

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