Eu Caçador de Mim, Sujeito-Objeto

O Eu é um sujeito em busca do seu objeto: Mim. O Eu se perdeu entre o muito amor e sua consequente emoção. Isso moldou o sujeito, transformando-o num ser dúbio: doce, mas atroz; manso, porém feroz. Tais características só se harmonizarão – ou aprenderão a conviver sem atritos – quando houver o reencontro entre Eu e Mim.

Desse modo, o Eu segue sua busca. Entretanto, é preciso cautela: o desbravamento à procura do novo, o emaranhar-se para encontrar o Mim necessário pode conter armadilhas. O sonho, porém, faz superar todas as dificuldades; ele leva longe, mas é a atitude do sujeito que impulsiona para a realização.

A caminhada chega ao fim, mas o sujeito ainda não atingiu seu destino: sua saga não logrou êxito. Só agora ele entende que para encontrar o objeto da caça, é necessário antes “descobrir o que me faz eu caçador de mim”. (Texto de Valdeir Almeida)

Texto inspirado na música Eu Caçador de Mim 

Intérprete: Milton Nascimento. Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão

Imagem: stock.xchng

12 comentários:

  1. Agradeço o carinho e cordialidade
    que recebi nessa passagem de Ano.
    Todas as palavras não
    expressa meu carinho e gratidão.
    Obrigada por tanta sensibilidade de coração
    muito feliz venho agradecer.
    Uma linda semana a primeira de 2012.
    Beijos carinhos.
    Evanir.

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  2. Esta música é linda e você soube bem aproveitar fazendo um texto muito bom.
    A personalidade em busca do seu Eu verdadeiro.
    Um grande abraço.

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  3. Sensacional!

    Eu acredito que nossa vida aqui na terra é na verdade uma eterna busca por encontrar a si mesmo. E também para saber viver consigo próprio - com todas as suas manias que nem sempre são aceitas.

    Tenho uma frase bem apropriada para seu texto e a para essa bela música de Milton: "DEUS? Sou Eu".

    Att.

    Marcio Fontes

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  4. muito lindo seu texto...

    profundo...


    FELIZ ANO DE 2012!!!


    MEU ABRAÇO...

    Zil

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  5. A música é um primor Valdeir!

    Seu texto me faz refletir naquelas pessoas dúbias. Controversas. Contraditórias em si, que dizem querer uma coisa e, no íntimo, desejam outra diferente.

    Nem sei dizer se é por mau-caratismo que são assim, porem, nota-se que, para essas pessoas sim, há uma busca enorme.

    Abraços amigo!

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  6. Saudações!
    Amigo VALDEIR:
    Você se superou. Ficou uma obra magistral.
    O texto pode até sido escrito sob inspiração da música, mas, raramente veem-se textos, cuja essência é aberta ou velada. E você amigo, conseguiu com maestria construir essa preciosidade. Uns estudantes de escolas iniciaticas especialmente com graus avançados vão adorar lê-lo.
    Parabenizo-o por mais um magnífico Post!
    Abraços,
    LISON COSTA.

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  7. Analisaste um ponto importantíssimo... a dualidade que existe em cada um de nós e que tanto custa ( a alguns) a admitir!

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  8. Conheço pessoas muitos perturbadas psicológicas e espeiritualmente. Já convivi com gente assim e confesso: é muito, mas muito difícil você manter o juízo perfeito convivendo com gente desse tipo.

    Essas pessoas são pessoas que não sabem quem são, não se conhcecem intimamente bem e, o pouco que se conhecem, não se aceitam.

    É por isso que devem se encontrar consigo mesmas. Meu pai, antes de falecer, disse-me que quem não respeita a si próprio, não respeita ninguem. Ele estava certo.

    Sofri na pele na minha convivência com pesspoas assim, e sinto até hoje saudades do meu pai. O único são dentro daquela casa.

    Até +

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  9. Que maravilhoso, Valdeir!!!!

    Começo pelo final, que pegou em alguma parte dentro de mim inconfessável: "Só agora ele entende que para encontrar o objeto da caça, é necessário antes “descobrir o que me faz eu caçador de mim”.
    Buscamos, é natural, mas o que nos impulsiona, o Eu ou o Mim?
    Somos escravos de impulsos externos, mas não pensamos nas motivações fundamentais do ser. Amar... Mas o "quê" amar ou "quem" está amando?
    É um caminho longo, contudo não menos florido, quando buscamos "ser" mais do que "estar" mais, uma vontade de achar o que andou escondido, como aquele elo perdido que não sabemos onde procurar...
    No sentido darwinesco, diria que a seleção natural das espécies, que repele tudo o que é evidentemente fraco, cabe aqui também, quando buscamos nos situar enquanto humanos.
    Tendemos a reforçar mais o que é plausível à sociedade e, nosso eu mais EU, fica em segundo plano!...

    Nem vou continuar!
    Estou extática e estática, e entenda ambas como algo vibrante e muito bom para mim, porque você me deixou realmente rendida diante de tal beleza e magnitude de seu texto!

    Beijos, meu querido, notando que a glória dos maiorais está aí em você, a despeito do ano ter mudado!
    Não poderia ter comemorado melhor esse Ano Novo, iniciando com post dessa magistratura!!!!

    Obrigada pelo brinde!

    Mary:)

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  10. Parabéns! Amei seu blog e já estou te seguindo. Se quiser dê uma passadinha no meu blog também.
    jezaine-teodoro.blogspot.com.br
    Continue com este talento e Deus te abençoará.

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