Pela Janela

Não deis aos pombos,
Dai a mim,
Não migalhas, 
Não miolo. 
Dai-me todo, 
Dai-me os grãos cozidos, 
Dai-me o pão. 

 Poema de Valdeir Almeida, publicado no livro Memorial Poético de Feira de Santana, 2001.

 Imagem: stock.xchng

10 comentários:

  1. Lindo!

    Depois de mestre não sabia que também eras poeta! Olha!!! :D

    Beijos

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  2. Parabéns, belo poema, tens todo o direito de ganhar o pão todo, depois de frases tão simbólicas.
    Bj

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  3. Ê...!! Celebro a presença da poesia (forma)de sua autoria aqui no seu blog! Pois há poesia nas prosas, e nas suas, não faltam.
    Incita muita coisa esse pequeno-potente poema, mas fico como o verso "dai-me o todo". Pois me remete a importância da integralidade das nossas vidas, do que se deseja receber e dar. Dar-se por inteiro à vida; e receber dela tudo que tem pra nos dar!
    Abraço, Val!

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  4. Parabéns pela poesia!
    Com certeza a retorno quando se dá o pão a quem precisa.
    Beijos

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  5. Valdeir
    Que poema gostoso.
    Tenho certeza que foi premiado!
    O que está em mim são as pessoas que moram nos lugares por onde meu blog anda e com isto ganhei gratuitamente muitos amigos e amigas
    com carinho e amizade de Monica

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  6. Vejo aí, a amizade que tem de ser integral.
    Muito bom. Parabéns!...
    Um abraço

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  7. E porque temos que pedir e não exigir esse direito?!

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  8. nossaaaaaaaaaaaaaaaaaa, que lindooooooo!

    simplesmente perfeito!
    o todo.
    como isso é importante.
    o todo, o inteiro, o melhor.

    parabéns Valdeir.

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  9. Que perfeito, Valdeir!

    Você sintetizou em poucas palavras o egoísmo humano.
    Muitas vezes ajudamos a quem está em outro canto perdido desse mundão, e não olhamos para o lado, notando o semelhante que sofre.
    Eu não jogo pão para os pombos, literalmente falando, não por ser boazinha, mas porque não quero alimentar doença urbana.
    E se eu for dar algum pão a alguém, amigo, com certeza não serão migalhas; "Gente é pra brilhar, e não para morrer de fome", como dissera o seu conterrâneo Caetano Velloso, em seu apogeu de inspiração.

    Beijos, querido, e meu agradecimento pelo momento refelxivo que nos permitiu!

    Mary:)

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