25 de novembro de 2011

A vida é como uma onda

Não se iluda: não existe estabilidade, nem mesmo quanto à felicidade. O emprego dos sonhos torna-se monótono quando nada de novo acontece.

A lua de mel eterna refletida nas águas límpidas é entediante se a rotina tomar conta. Deixe-se levar pelas ondas. Mergulhe no desconhecido. Não cometa o erro de refugiar-se na falsa segurança.

Texto inspirado na música Como Uma Onda


Composição: Lulu Santos / Nelson Motta 


(Texto de Valdeir Almeida)



Imagem: stock.xchng
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16 de novembro de 2011

As mulheres agredidas sob a ótica da mídia sensacionalista e dos doutores de gabinete


“É preciso identificar as razões que levam o homem a agredir a sua companheira”. Geralmente, é esse o discurso que se ouve nos programas dominicais vespertinos da TV, sempre que um caso de violência contra a mulher repercute incisivamente durante a semana.

Ora, o que se torna necessário é usar os espaços populares da mídia para exigir aplicação efetiva da Lei Maria da Penha. E também para incentivar as mulheres agredidas a denunciarem seus companheiros que as consideram uma mera descarga orgástica, um objeto inanimado constituído para ser quebrado como forma de aliviar o estresse de quem “coloca comida em casa”.

As análises psicanalítico-antropológicas gratuitas sobre o agressor estão saturadas e apresentam-se injustamente desconexas da realidade. As vítimas não podem continuar a ser violentadas enquanto doutores pesquisadores tentam descobrir a raiz de tamanha maldade. (Texto de Valdeir Almeida)

Imagem: stock.xchng
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14 de novembro de 2011

EdMunda é a Nova Helena de Manuel Carlos

EdMunda está toda prosa: interpretará a próxima Helena da novela de Manoel Carlos. Assim, ela inaugurará uma nova era na TV brasileira: a participação de mulheres-cobra em folhetins das nove.

O interesse de Manuel Carlos surgiu após o novelista assistir ao episódio A EnCABULAda da Liberdade, da série As Soteropolitanas, estrelada pela Serpente do Gênesis – ou seja, EdMunda em pessoa.

Agora, EdMunda está mais convencida do que nunca. Já vislumbra o glamour de ser uma celebridade. Imagina-se contracenando com José Mayer, deixando de lado o beijo técnico para tirar uma casquinha desse seu par romântico. A venenosa está sonhando também com os produtos que irá licenciar após seu sucesso estrondoso como protagonista de novela. Um dos itens, é a boneca Edmunquete que, decerto, venderá como água.

Até o inconveniente da fama, EdMunda já está considerando: será perseguida pelos paparazzi quando for passar as tardes em Itapuã. Mas fazer o quê, é o preço que se paga pelo sucesso! Seu maior receio, porém, é ter sua vida devassada numa biografia não-autorizada. “Entretanto”, almeja ela, “será bom, porque ganharei uma gorda indenização com processo que irei mover contra quem se atrever a fazer isso”.

Finalmente, chegou o primeiro dia de gravação da novela. Na cena, EdMunda, no papel de Helena com sotaque baiano, enfeitiça o personagem interpretado por José Mayer, que a beija na boca. Mas, de repente, EdMunda acordou. Era tudo um sonho. E a boca que esta cobra beijou foi a do dentista que, temendo ser picado durante o procedimento dentário, havia aplicado na víbora uma anestesia geral. Pobre dentista, sobreviverá ao beijo envenenado?
(Texto de Valdeir Almeida)
 

Imagem: stock.xchng
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10 de novembro de 2011

O amor em anagrama

O mar costuma ser dúbio: é infinito, de fato, mas traz um limite ilusório: o horizonte.

Assim também é o ato de amar. Quem ama, acredita que terá para sempre no ser amado um porto seguro, um lar perpétuo.

Repentinamente, porém, na superfície desse sentimento, que parecia profundo, surge uma alga nociva indicando que determinadas interferências podem prejudicar a relação. Mas esse é o mal de quem ama: não estar atento às misturas inesperadas que vão surgindo no meio do caminho; não se preparar para navegar pelo tempo longínquo e crer que o amor, à moda viniciana, é infinito até alcançar a linha do horizonte.

                                              MAR 
                                            AMAR 
                                            AMA
                                                       L   A      R 
                                                    ALGA 
                                                MAL 
                                             AMALGAMAR 




(Texto de Valdeir Almeida)
 
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