10 de novembro de 2011

O amor em anagrama

O mar costuma ser dúbio: é infinito, de fato, mas traz um limite ilusório: o horizonte.

Assim também é o ato de amar. Quem ama, acredita que terá para sempre no ser amado um porto seguro, um lar perpétuo.

Repentinamente, porém, na superfície desse sentimento, que parecia profundo, surge uma alga nociva indicando que determinadas interferências podem prejudicar a relação. Mas esse é o mal de quem ama: não estar atento às misturas inesperadas que vão surgindo no meio do caminho; não se preparar para navegar pelo tempo longínquo e crer que o amor, à moda viniciana, é infinito até alcançar a linha do horizonte.

                                              MAR 
                                            AMAR 
                                            AMA
                                                       L   A      R 
                                                    ALGA 
                                                MAL 
                                             AMALGAMAR 




(Texto de Valdeir Almeida)
 

14 comentários

Adelaide Araçai 9 de novembro de 2011 10:09  

Gosto de pensar que quem ama, liberta, deseja a felicidade do outro e por isso é feliz apesar de. Não terceriza seu potencial, então não se entrega plenamente.

Adorei seu texto
Abraços

Berzé 9 de novembro de 2011 11:26  

Bom se lançar ao mar desse seu texto.
Abraço!
Berzé

Imac by Artes 9 de novembro de 2011 13:20  

Lindo seu texto!!!
O amor assim como o mar é infinito até
alcançar a linha do horizonte.
Abraços e um lindo dia!

Weslley Almeida 9 de novembro de 2011 22:08  

Que texto, Val!

Um dos mais poéticos que já li aqui.
E mais, iventivos também... As brincadeiras com as palavras, nas sua policromias e formas, deram ludicidade e encantamento àquilo que chamanos a arte de amar.

Parabéns, mais e mais, meu amigo!

Berzé 10 de novembro de 2011 06:05  

Seu comentário ao meu "poema"(vindo de quem vem) me encheu de alegria.
Valeu!
Berzé

Élys 10 de novembro de 2011 12:56  

O amor é um sentimento e muitas vezes é confundido com sensação., daí a possibilidade de pouco durar é muito grande.
Um abraço.

Mary Miranda 10 de novembro de 2011 19:16  

Adorei o jogo das letras!

Valdeir, bons anagramas sempre me chamam a atenção.
Eu "mergulhei" um tanto nesse "mar", e descobri que "amar" é infinito, como o mar (ou seria o inverso? rsrs).
Você me inspirou algo ainda em "natura", qual a matéria-prima, sobre brincadeiras com palavras.
Não me cobre isso porque não sei se irei mesmo colocar em prática! rsrsrs

Um grande beijo, meu amigo!
Como é bom vir aqui!!!!

Mary:)

mfc 11 de novembro de 2011 13:18  

Não há amor sem liberdade... e assim não há amor sem riscos!

Dhiego Borges 11 de novembro de 2011 23:21  

de fato, amar é correr riscos , de ser feliz e de não ser também.
Abraço Amigo Valdeir

Rute 13 de novembro de 2011 09:35  

Bom dia querido! Obrigada pela suas palavras na Literatura
Sempre carinhosas!
Parabéns pelo post.

"O amor não consiste em fitar
um ao outro, mas em olhar
juntos na mesma direção."
Antoine de Saint-Exupéry

Beijos, ótima semana a vc!!

Crista 13 de novembro de 2011 16:02  

OBRIGADA por aparecer e me aquecer o coração...
Haviam me avisado que meu blog estava com vírus.
Levei para o técnico e pelo jeito está tudo bem!
AGRADEÇO por tua compreenção e por ter esperado por mim!
Sigo muitos blogs,mas pouquíssimos blogueiros são como tu...sempre comigo,mesmo sendo do jeito que sou!!!
Beijo-te com todo o carinho do mundo,cobrindo-te com muita ternura e gratidão!!!

Prof. Adinalzir 14 de novembro de 2011 16:10  

Seu texto é um belo complemento a arte de amar. Meus parabéns!

Ia Maluf 14 de novembro de 2011 22:10  

L I N D O, e verdadeiro...

Bjs
Ia

LILIANE 23 de novembro de 2011 17:16  

Parece que os que amam são os primeiros a perceber que o amor não está isento de males, né.

Eles chegam e com eles aprendemos muitas lições.
As mais fortes, talvez.
grande abraço Valdeir.

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