14 de maio de 2011

Você já foi vítima de Bullying? – post enquete


Você já foi vítima de bullying? De qual espécie?

Já testemunhou ou conhece alguém que já sofreu tal violência?

Por favor, responda na caixa de comentário deste post. Vamos debater o tema.

Obrigado a todos pela colaboração.



92 comentários

Prof. Adinalzir 13 de maio de 2011 22:42  

Quando eu era adolescente, alguns colegas na escola costumavam me chamar de cabeção e isso era uma coisa que me incomodava muito. Chegava em casa e corria para contar ao meu pai e pedir conselhos. Ele então me dizia: Não liga não, meu filho, pois um dos homens mais inteligentes do Brasil também tinha a cabeça grande e seu nome era Rui Barbosa. Com o tempo, essas sábias palavras ficaram no meu subconsciente, me fazendo superar até hoje todo tipo de bullyng e discriminação. Hoje sei que todos aqueles que discriminam, são geralmente pessoas despreparadas e carentes, dignas de pena, que na maioria das vezes não são capazes de enxergar as suas próprias mazelas e defeitos.

Reflexões 13 de maio de 2011 22:44  

Já sim.. tinha um rapaz que me colocou um apelido correspondente ao nome de uma velha que ficava na entrada do cinema pedindo esmola.

Apelido é aquela coisa se vc achar ruim aí que pega. Eu fingia ignorar, mas por dentro quase morria, éramos praticamente vizinhos e, eu o via mais de uma vez por dia, enfim sofria.

Até que um dia a mãe dele me deu uma sugestão pra chamá-lo por uma expressão similar ao nome dele. Neidivar (o nome) = leite de vaca!

Nunca mais!

Weslley M. Almeida 13 de maio de 2011 23:50  

Nunca sofri. Mas tive um colega que praticava, sim, nos colegas. Ele dava tapa na cara, comprava geladinho (sacolé) e cuspia o gelo no rosto, usava apelidos e palavras ofensivas.
O engraçado é que o reencontrei ultimamente e ele está casado e tem dois filhos. Mudou muito. A paternidade o ajudou provavelmente...
Parabéns pelo tema abordado, Val.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 07:34  

Recebi um comentário associando a atual discussão sobre o Bullying à bandeira partidária.

O texto da enquete está enxuto, claro, objetivo. Em nenhum momento foi citado legendas de partido.

Minha finalidade aqui é que os leitores exponham suas experiências, quando foram vitimadas pela atrocidade do bullying. Assim, estarão ajudando outras pessoas que, atualmente, vivenciam o mesmo problema. (Dentre os leitores do meu blog, há muitos estudantes e educadores).

Quanto ao referido comentário, decidi não publicar. Aceito, como sempre aceitei, opiniões contrárias ao que escrevo, pois isto ajuda a construir o debate. Mas abomino toda forma de ofensa, discriminação, intolerância e preconceito.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 07:40  

Prof. Adinalzir,

Felizmente, você teve um pai sábio que o ajudou a superar a hostilidade. Mas, infelizmente, muitos pais não sabem lidar com esta situação. Justamente por isso, as vítimas de bullying, geralmente, temem contar à família que estão sofrendo de tal violência.

Sim, as pessoas que discriminam são dignas de pena no sentido de compaixão, mas também de pena no sentido da lei. Felizmente, a discussão sobre a necessidade de punir os agressores está na ordem do dia. E, certamente, um dia virará lei definitivamente.

Abraços e obrigado por participar.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 07:44  

Weslley,

Provavelmente, a paternidade “domesticou” essa pessoa. Há agressores que são maus inatos; outros apenas seguem o comportamento da turma para não se sentirem excluídos. O problema é que agridem outras pessoas como forma de afirmação.

Abraço, Weslley, e obrigado por participar.

Rute 14 de maio de 2011 09:46  

Bom dia Valdeir, tudo bom?
Sim . Eu fui uma adolescente obesa, chegando a pesar 120 kilos, o que me dificultava em tudo, para andar,correr, ou amarrar um tênis.Eu era a referência na escola, "sabe aquela menina que está do lado daquela gorda;"
Sofri muito, porque garotos(as) me xingavam sem dó e piedade, o que me fazia fechar no meu mundinho.Não tinha muitas amigas .Até que um dia no vestiário feminino depois da aula de educação física disse as garotas, que estavam no banheiro, que a beleza estava nos olhos de quem vê
Houve um certo burburinho. umas aceitaram outras não. Mas depois desse fato, algumas amigas se aproximaram.
Tive todo apoio dos meus pais para vencer o bullying.
Lembro minha mãe na escola, falando com a diretora e nada adiantava.No antigo colegial(hoje ensino médio).
Começei a fazer um tratamento médico de emagrecimento, o que me deixava irritada e nervosa.
Mesmo emagrecendo a hostilidade de colegas, ainda me perseguia, mas já não fechava no meu mundinho. Respondia,brigava.
Até que um dia meu pai disse:
-Você é fortinha, por causa dos hormônios alterados, eu e sua mãe estamos tentando ajudar a vc. Enquanto você não parar de ouvir que outras pessoas falam, vc não irá conseguir atingir seu objetivo.

Talvez o clik que faltava, resolvi que não ligaria para ninguém. Deixasse falar, o que quissessem.No último ano do ensino médio, estava com os hormônios estabilizados e com 55 kilos.

Desde então não engordei mais, continuo com meus hormônios estabilizados e os 55 kilos,, para uma altura 1m70.Está ótimo.
Agradeço a ajuda dos meus pais, por sempre estarem por perto. Se as pessoas soubessem, como o bullying faz um estardalhaço na vida da pessoa que é ofendida, não agiria de tal forma.

Em um dos meus manuscritos no blog, contei sobre um episódio referente. depois leia lá

http://rute-rute.blogspot.com/2010/07/manuscritos.html

Beijos, ótimo final de semana a vc.

Dinorah 14 de maio de 2011 14:21  

Sinceramente? Acho que criança é malvadinha mesmo. Uns colocam apelidos nos outros - tive muitos -era gordinha - mas nenhum me deixou tão mal que meu pai precisasse processar alguém. Atualmente acho que estão fazendo um bicho de sete cabeças. Evidente que existem casos graves, inclusive agressões, preconceito, coisas que devem ser combatiddas, mas não acredito que um apelido boboca possa interferir na felicidade de alguém.
Um abraço, boa sorte
Dinorah

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 14:58  

Querida Rute,

Vê-se, no seu depoimento, a importância da família para ajudar o agredido a se superar. De fato, o papel dos pais é fazer com que o filho perceba que sua importância está naquilo que ele é realmente e não nos apelidos depreciativos que lhe colocam. Além disso, os pais devem ir até a escola para cobrarem medidas de combate e, até mesmo, de punição para os agressores.

Aliás, a escola não deve se calar. O bullying é a manifestação de hostilidade verbal, mas também física. A escola que se cala diante disso, responderá criminalmente pela omissão.

Beijão, Rute. Obrigado por deixar aqui sua participação.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 15:00  

Dinorah,

Opiniões como a sua me deixam espantados. Dizer que estão fazendo bicho de sete cabeças é uma forma de fingir que o problema não existe.

Se você não se sentiu tão agredida com os apelidos que lhe deram, parabéns. Mas pense nas crianças e adolescentes que têm suas vidas destruídas por causa das hostilidades contínuas.

Não pense em você, apenas. Lembre-se em que sofre do bullying propriamente dito.

Abraços.

Catia Bosso 14 de maio de 2011 15:16  

Acredito que a questão de antigamente não haver tantos processos e tratamentos psicológicos era até mesmo pela falta de informação que nossos pais tinham. Eles até achavam que seria frescura levar um filho no psicológo por questões emocionais.
Mas, graças a Deus, hoje em dia, junto com a modernização/globalização veio a conscientização.
Sou favorável a esses movimentos de combate a coisas que fazem tão mal e podem até comprometer a estrutura moral/adulta da pessoa...

bj.

Catia

Reflexões 14 de maio de 2011 15:24  

Valdeir, se somos crianças somos vítimas de "bullying" e, se somos adultos de assédio moral no local de trabalho.

Pra quem já viveu mais da metade de um século (segredo de estado isto) e, naquela época não era "bullying" e, sofreu não somente o fato retromencionado postado acima, era algo até normal que de certa forma me ensinou a me fortalecer e a aprender dar o troco a altura e sem agressão. Não me considero nem mais ou nem menos normal por isto. E, enfrentei sozinha.

Também sofri assédio moral e é de difícil comprovação perante a Justiça. Também não morri por causa disto, aguentei o quanto pude, determinada hora pedi "lona".

Hoje, eu não concordo que queiram atribuir a fatos corriqueiros que brasileiro adora americanizar os nomes, que na verdade servem de pano de fundo para o grande problema realmente:

- os pais vão para o mercado de trabalho com a finalidade de dar melhores condições de vida a seus filhos;
- quem fica em casa com os filhos o dia todo são as babás, que em geral a cultura delas provêm de onde? Quais os valores morais que elas passam pra estas crianças?
- chegam em casa cansados, e qdo o filho abre a boca pra falar algo geralmente o que escuta é: "perae que papai/mamãe tá cansado" - depois vc conta ou "papai/mamãe tá ouvindo o jornal nacional, não tá vendo?"
- aí papai/mamãe compra brinquedos caros... hj em dia, vc nunca vai ver uma criança fazer/construir um carrinho de rolemã (é assim que escreve?), vc nunca vai ver uma menina fazer uma boneca de espiga de milho e pra vestir a boneca recortar paninhos e costurar a moda vão se embora, sabe por que?
- porque de certa forma qdo vão pro mercado de trabalho, os pais tb desenvolvem um certo sentimento de culpa em relação aos filhos - e, aí tudo querem e tudo podem. Não estabelecem limites.
- se o objetivo era dar uma condição de vida melhor para os filhos, mas poxa, meu colega comprou um carro X, da marca tal... ah tb posso comprar um pra mim tb, ou aquele "home theater" que vi na casa de fulano vai fazer maior sucesso lá em casa...
- por falar em casa, ah esta agora não serve mais, quero morar na zona nobre da cidade, vamos comprar.. paga prestação direto a incorporadora, pega empréstimo, ou vende a casa pra pagamento das chaves e a obra (nacionalmente nunca fica pronta no tempo previsto)... aí sim começa um grande drama e quem sofre as consequências ao ver os pais mau humorados? Em quem se descarrega o mau humor?

Este é o mundo do capitalismo selvagem que vivemos!! Em detrimento a valores morais, e mtas vezes as pessoas se apegam a empregos que não lhe dão retorno em termos de ideais.. é quando a liberdade escraviza o homem.

Então surgem adolescentes problemáticos... sem contar os casos de separação e que muitas vezes um dos pais acaba por esquecer que teve outros filhos ao constituir nova família.

Enfim, se for discorrer em cima das variáveis dá uma boa tese!

Psiquismo Desmistificado 14 de maio de 2011 15:25  

Prezado Valdeir,
Parabéns pela abordagem. É um assunto muito debatido no momento, mas nunca foi uma novidade. Apenas não tinha uma designação. Sempre existiu o bullying, mesmo que não se desse tanto valor à questão. Quando criança, eu era bastante tímido e em algumas situações acaba me sentindo constrangido. Não me recordo de ter passado por alguma situação mais extrema, como temos cada vez presenciado mais nos últimos tempos. Isso não atrapalhou meu desenvolvimento emocional e profissional. Mas nem sempre é assim para quem passa por situações difíceis no ambiente escolar.
O termo "Bullying" não existe na língua portuguesa. Ele significa formas de agressões intencionais repetidas por estudantes, que causam angústia ou humilhação a outro. Compreende, pois, todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivações evidentes, adotadas por um ou mais estudantes contra outro, causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. O Bullying se encontra presente, possivelmente, em variadíssimas situações, tais como, colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, sacanear, humilhar, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences, etc.
Pode se manifestar de quatro formas diferentes: verbal, físico, psicológico e sexual. Há pesquisas onde a maioria dos alunos vitimados por Bullying destaca como a situação mais freqüente a identificação por apelido com maldade e com propósitos de humilhação, seguido do roubo de pertences (39%), a indução ao uso de drogas (30%) e os ataques violentos (25%).
Normalmente existem três tipos de pessoas envolvidas nessa situação de violência: o expectador, a vítima e o agressor. O expectador é aquele que presencia as situações de Bullying e não interfere. Sua omissão deve-se por duas razões principais: por tornar-se inseguro e temeroso e por isso sentir medo de sofrer represálias ou, ao contrário, por estar sentindo prazer com o sofrimento da vítima e não tem coragem de assumir a identidade de agressor. Os expectadores do primeiro tipo (os mais medrosos), apesar de não sofrerem as agressões diretamente, podem se sentir incomodados com a situação e com a incapacidade de agirem.
A vítima, por outro lado, costuma ser a pessoa mais frágil, com algum traço ligeiramente destoante do modelinho culturalmente imposto ao grupo etário em questão, traço este que pode ser físico (uso de óculos, alguma deficiência, não ser tão bonitinho...) ou emocional, como é o caso da timidez, do retraimento. Vítima costuma ser uma pessoa que não dispõe de habilidades físicas e emocionais para reagir, tem um forte sentimento de insegurança e um retraimento social suficiente para impedí-la de solicitar ajuda. Normalmente é uma pessoa retraída e com dificuldades para novas amizades ou para se adequar ao grupo. A vítima é freqüentemente ameaçada, intimidada, isolada, ofendida, discriminada, agredida, recebe apelidos e provocações, tem os objetos pessoais furtados ou quebrados. No ambiente familiar a vítima apresenta sinais de evitação, medo ou receio de ir para escola, mas, não obstante, como dissemos, não procura ajuda dos familiares, professores ou funcionários da escola.
( continua )

Psiquismo Desmistificado 14 de maio de 2011 15:25  

(continuação)
Muitas crianças, vítimas de Bullying, desenvolvem medo, pânico, depressão, distúrbios psicossomáticos e geralmente evitam retornar à escola. A fobia escolar geralmente tem como causa algum tipo dessa violência. Outras crianças que sofrem Bullying, dependendo das características de suas personalidade e das relações com os meios onde vivem, em especial entre suas famílias, poderão não superar totalmente os traumas sofridos na escola. Elas poderão crescer com sentimentos negativos e com baixa autoestima, apresentando sérios problemas de relacionamento no futuro. Poderão, outrossim, assumir um comportamento agressivo, vindo a praticar o Bullying no ambiente sócio-cupacional adulto e em casos extremos, poderão tentar ou cometer suicídio.
Os agressores no Bullying são, comumente, pessoas antipáticas, arrogantes e desagradáveis. Alguns trabalhos sugerem que essas pessoas vêm de famílias pouco estruturadas, com pobre relacionamento afetivo entre seus membros, são debilmente supervisionados pelos pais e vivem em ambientes onde o modelo para solucionar problemas recomenda o uso de comportamento agressivo ou explosivo.
Há fortes suspeitas de que as crianças ou jovens que praticam o Bullying têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais, psicopáticos e/ou violentos, tornando-se, inclusive, delinqüentes ou criminosos. Normalmente o agressor acha que todos devem atender seus desejos de imediato e demonstra dificuldade de colocar-se no lugar do outro.
O Bullying é um problema mundial, é um problema do ser humano imaturo, logo, deve acompanhar a humanidade desde a pré-história. É um fenômeno encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana, em qualquer país.
A questão, portanto deve ser amplamente observada e debatida. Não basta imaginar que leis resolveriam o problema. Vai muito além.....
Abraços fraternos
PD

Mente Hiperativa 14 de maio de 2011 15:28  

Já sofrei certa perseguição porque eu era muito tímido, então na escola tudo era motivo pra zoarem comigo, seja porque eu sou muito branco, porque eu usava óculos, enfim, qualquer coisa. Com o tempo, no entanto, eu fui aprendendo a me defender, ora me esquivando, ora agindo ofensivamente. E aqui estou, inteiro, vivo, em alguns aspectos me reforçei e e m outros me abalei, mas superei tudo.

abraço

Lai santos 14 de maio de 2011 15:34  

obg por seguir,tô te seguindo tbm......adorei o blog ....e muito interessante vc tocar no assunto bullying,já sofri com isso nos tempos de escola e sei como é dificil,as pessoas, as vezes dão pouca importância a isso,mas só quem já sofreu bullying sabe que as marcas ficam para sempre na memoria.

Psiquismo Desmistificado 14 de maio de 2011 15:58  

Um apelido pode ser boboca para quem coloca em outra criança. Mas para a criança que recebe o apelido, pode ser algo que carregará para o resto da vida.
Desculpe Valdeir, mas precisei opinar aqui novamente.
Abraços

Graça 14 de maio de 2011 18:21  

Meu querido e nobre amigo Valdeir,

Na minha opinião, como professora que sou, fechar os olhos para assuntos tão vitais como esse, que estão afetando nossas crianças e jovens de maneira gritante e preocupante, é o mesmo que fingir que nada acontece, como você bem afirmou.
Esse posicionamento dificulta as relações de amizade, compromete a saúde emocional da criança (e do jovem - e muitas vezes de forma dolorosa e até mesmo irreversível!) e ainda acarreta profundas cicatrizes na alma de quem o sofre, além de trazer reflexos negativos à aprendizagem.
Quanto a mim, sofri sim, e muito, mas resolvi de forma madura, muitos anos mais tarde!
Concordo com o que disseram acima, que, se você revidar (na medida!)o colega vai desistir; mas se ao contrário, você demonstra a ele que sofre, ele irá persistir nas humilhações e quando não em coisas piores...
Mas nem toda criança tem essa maturidade, e os pais muitas vezes não conhecem o problema ou não sabem como colaborar.
Em 2006,desenvolvi um Projeto escolar sobre o assunto e vejo que hoje ele está aí, sendo debatido e discutido, para minha grande e real satisfação.
Em minha cidade, e mais precisamente, em minha Igreja, tivemos uma palestra importantíssima ministrada pelo Secretário de Estado Adjunto do Ministério de Educação de Portugal e escritor Alexandre Ventura.
Creio que estamos no caminho certo, e seguramente Deus cobre de bênçãos aqueles que lutam pela paz. É doído ver uma criança sendo vítima de bullying!!!
Preciso me conter, meu amigo, pois esse é um de meus assuntos favoritos!
Um grande abraço, e parabéns pela proposta da enquete.
Graça Lacerda
http://botoesmadreperola.blogspot.com

Elaine dos Santos 14 de maio de 2011 20:16  

Como todo gordinho, eu fui, sim, vítima de muitas gozações, apelidos bizarros, mas aprendi a lidar com aquilo, a defender e, se necessário, contra atacar. Em casa, minha mãe, de modo especial, sempre discutiu, refletiu sobre isso e me mostrou qualidades que eu tinha e que deviam ser exploradas, mesmo gorda/gordinha/obesa, eu sou/era uma pessoa inteligente e, nas provas, nos trabalhos, nas apresentações, conseguia demonstrar esta qualidade (pode ser que os magrinhos se sentissem humilhados, nunca lhes perguntei). Outra coisa que aprendi, desde cedo, com meu pai foi fazer graça, rir da situação...então, por exemplo, em época de semana farroupilha, aqueles lances de vestido de prenda, tradição gaúcha...nunca usei aquelas saias rodadas, quando me perguntavam o motivo, eu respondia "na lata", com uma gargalhada: "A mãe não me emprestou a capa do botijão de gás"...continuei fazendo isso nos meus tempos como professora e os alunos ficavam injuriados: "A senhora não dá chance pra gente debochar da senhora"....

Mary Miranda 14 de maio de 2011 20:27  

Muito boa enquete, Valdeir!


Eu já fui vítima de bullying 'leve' tipo, não ser boa em esportes e por isso ser sempre a última na escolha ao se formar equipes na escola (isso me magoava muito na época)...
Ah, também já sofri bullying 'indireto', aquele que, por ser muito chapa de uma colega que sofria bullying, me olharem 'torto' (não me maltratavam com apelidos, mas não me davam atenção).
O bullying propriamente dito, sofri bem pouco quando uma menina da minha idade na época (13 anos), cismou comigo porque reclamei dela ter colado papéis com palavrões no meu uniforme, sem eu ver.
A partir disso ficou mais ou menos um mês me aborrecendo com apelidos de baixo nível na saída da escola, e só parou porque uma colega em comum nossa (que me adorava), chamou-a na conversa (não sei até hoje o que ela falou...), no que convenceu a colega perturbadora.
Não sou o tipo de pessoa que ficou traumatizada com o bullying (ainda bem...), mas sei de pessoas que não souberam lidar com essa situação, tornando-se sujeitos com algum problema emocional, o que é uma tristeza muito grande!...
Através de meu relato, acredito eu que muitas pessoas vão se identificar porque, sendo leve ou mais forte, todo mundo já teve alguma experiência com esse tipo de agressão.

Beijos, meu querido!

Mary:)

Mari Costa 14 de maio de 2011 20:48  

Oii Valdeir

Eu ja sofri muito bullying na infancia, fiz ate uma campanha no meu blog sobre o combate ao bullying http://comoserumprofissionaldesucesso.blogspot.com/2011/04/campanha-respeito-sim-bullying-nao_09.html.
Acho que tive força e personalidade, para não deixar que esses insultos me causassem algum dano. Quanto mais as pessoas me insultavam , mais eu pedia força a Deus para eu suportar e provar para aquelas pessoas que eu nao era nada disso, e consegui dar a volta por cima, hoje estou muito bem obrigada, e essas pessoas que provocaram o bullying, nao tenho mais noticias, devem estarem frustrados.

Bjs

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 21:15  

Cátia,

É isso mesmo. Creio que não foram os casos de bullying que aumentaram, mas sim a coragem de denunciar. Além disso, como você afirmou, a informação e a informatização fizeram com que o tema fosse disseminado.

Abraços, Cátia.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 21:22  

“Reflexões”,

Interessante sua abordagem. Você apresentou algumas causas que levam famílias à desestruturação. E é justamente a desestruturação familiar uma dos fatores de formação de um agressor.

Há pais que não dão limites aos filhos. Estes, quando chegam à escola, reproduzem na sala de aula o que fazem em casa. Professores também são vítimas disso. E os outros alunos também.

O bullying, portanto, deve ser tratado também na origem, e, obviamente, na prevenção.

Abraços.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 21:34  

Psiquismo Desenfreado,

Obrigado por trazer para cá essas estatísticas.

Os agredidos podem desenvolver graves problemas psicológicos. E ainda há pessoas que querem nivelar a questão por baixo. Isso tem um motivo: medo de enfrentar a questão. Afinal, é necessário um certo esforço para desenvolver políticas de conscientização. É necessário também que velhas leis cômodas sejam postas à prova para que adolescentes agressores sofram, ao menos, medidas sócio-educativas.

Abraços.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 21:38  

Mente Hiperativa,

Felizmente, você conseguiu superar. Obviamente, a superação depende também da estrutura psicológica da vítima.

Abraços e obrigado pela sua participação.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 21:41  

Lai,

Você está certa. Aqueles que dizem que bullying é brincadeira de criança, nunca sentiram na pele a dor da agressão psicológica e física. As marcas ficam.

Abraços.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 21:49  

Graça,

Eu gostaria de conhecer este projeto.

Eis aí outro ponto importante que você abordou: além das cicatrizes físicas e emocionais, a vítima de bullying tem dificuldades de aprendizagem e concentração. E ele, que já tem sua autoestima afetada pela agressão, pode sentir-se inferior pelo rendimento escolar baixo.

Justamente por essas e outras razões, o fenômeno bullying deve ser amplamente discutido. É necessário pôr o dedo na ferida. Pressionar as escolas a desenvolverem projetos (como você fez), para coibir a prática.

Muito obrigado, Graça. Estou muito feliz pela sua participação.

Abraços.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 21:53  

Elaine,

Mediante seu relato observamos, mais uma vez, que o papel dos pais da vítima é imprescindível. Você conseguiu superar o problema enquanto ele ocorria. Seus pais contribuíram para isso, demonstrando as excelentes qualidades que você sempre possuiu.

Abração e obrigado.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 21:59  

Mary,

Nesse momento, as amizades também são importantes. Os amigos das vítimas acabam sendo também agredidos (seja verbal seja fisicamente). Os agressores são tão covardes que se irritam se suas vítimas andarem com outras pessoas para defendê-las.

Beijão, Mary. Obrigado.

Valdeir Almeida 14 de maio de 2011 22:03  

Mari,


A questão é que, muitas vezes, as crianças e os adolescentes são agredidos por aquilo que eles são, mas não podem mudar. Por serem, por exemplos, negros, obesos, magros ou terem um comportamento de gênero que fuja do padrão.

Abraços, Mari.

Zergui 15 de maio de 2011 16:26  

Em atenção ao seu convite para opinar sobre esse grave problema de comportamento, tenho a dizer que sofri bullying, assim como meus filhos.
Resolvi, por isso, dedicar texto mais abrangente em duas postagens, que podem ser conhecidas nos endereços a seguir:

http://zergui.com.br/?p=1175
Bye, bye, bullying – Parte 1
Como é divertido humilhar as pessoas que não reagem, não é mesmo? Até que chega o dia em que tais vítimas mostram que se cansaram. Que horror! Ironia minha contra a hipocrisia que povoa a mente de milhões de "semelhantes".

http://zergui.com.br/?p=1176
Bye, bye, Bullying – Parte 2
Eu sei bem o que é bullying. Só nunca antes havia usado essa palavra da língua inglesa. Resolvi compartilhar novamente esse assunto que está publicado nas páginas eletrônicas do Jornal NH Interativo e que estava em meu blog que foi removido

Mônica 15 de maio de 2011 18:21  

Sabe que nunca sofri este tipo de coisa na escola.
Eu estudava no Colegio Santos Anjos em Varginha e adorava as freiras e elas também gostavam de mim. Minhas colegas eram otimas.
Apesar de muito timida e muito feinha nunca ninguem me colocou apelidos nem me chamou de bobinha.

Quando estava exercendo a professora de magisterio ficava atenta a apelidos e contava histórias. Havia sempre alunos problematicos mas acho que consegui contornar a situação em muitos momentos. em outros não.
Espero que a maioria dos meus alunos possam viver sem este estigma de crueldade.
com carinho Monica

Ebrael Shaddai 15 de maio de 2011 21:15  

Já sofri, e muito, e já presenciei outros tantos casos! O aluno pré-adolescente que não seja "preguiçoso e bagunceiro", ou seja" que seja estudioso e aplicado, geralmente sofre perseguição. Eu sofria perseguições pelos motivos mais ridículos, até por derrubar uma caverninha de areia usada para colocar bonecos de brinquedo!

POr isso, cresci fechado e com desenvolvimento emocional bem difícil e complicado, baixa auto-estima, e por aí vai... Mas, graças a Deus, não fiquei com problemas psqiquiátricos!

Abçs!

Otário 16 de maio de 2011 06:19  

eu não conheço pessoalmente, mas já testemunhei e fui alvo, levemente.

Roberta Fraga 16 de maio de 2011 09:49  

Sim, eu já sofri bullying. Alguns colegas faziam isso, não todos. Cheguei em casa muitas vezes chorando. Mas nunca sofri de uma forma tão violenta como venho assistindo. Atualmente, colocar apelido não é nada...
Parabéns pela enquete.

e.s.g. 16 de maio de 2011 15:04  

Eu fui abusada na infância pelo meu padastro, sofri bullying no colégio e me sinto deprimida até hoje - que estou com 40 anos. Nunca ne casei sempre tive medo de homens, nem sei mas se pra mim tem solução continuar vivendo. estudei, estudei e estudei e me entreguei ao estudo para suprir e calar minha dor, nunca tive coragem de manifestar. só agora aqui com voce.

quando lembro, choro.

Valdeir Almeida 16 de maio de 2011 15:23  

Zergui,

De fato, o bullying sempre existiu, mas só recentemente o fenômeno recebeu uma designação.
A designação foi necessária para que o combate ao problema tivesse melhor foco.

Obrigado por ter participado.

Valdeir Almeida 16 de maio de 2011 15:26  

Mônica,

Felizmente, você nunca foi vítima dessa questão. Talvez, a escola onde você estudou, mediante trabalhos de conscientização e observação, tenha contribuído para isso.

Abraços e agradeço por contribuir com a enquete.

Valdeir Almeida 16 de maio de 2011 15:28  

Ebrael,

Felizmente, seus problemas de baixa autoestima causados pelo bullying foram superados. Isso depende muito da constituição psicológica do agredido.

Obrigado e abraços.

Valdeir Almeida 16 de maio de 2011 15:30  

"Otário".

O bullying é um mal social. Quem não sofreu, com certeza conhece alguém que já foi vítima.

Abraços.

Valdeir Almeida 16 de maio de 2011 15:32  

Roberta,

É verdade, as formas como os agressores agem estão se tornando cada vez mais violentas. Por esse motivo, não devemos nos calar.

Obrigado pela sua participação.

Abraços.

Valdeir Almeida 16 de maio de 2011 15:35  

E.S.G

Sei que dizer isso parece ser muito simplório, mas, ainda assim, digo: Não desista. Não se entregue. Procure ajuda de um profissional que, com certeza, a ajudará a superar o abuso e o bullying.

Você tem a dádiva da vida inteira pela frente.

Abraços e fica com Deus.

16 de maio de 2011 16:57  

Olá meu querido amigo sempre!
Sim já fomos vítimas. Tenho 3 filhos hoje já adultos, casados e o caçula com um filhinho.
Meu filho mais velho hoje com com seus 34 anos e minha filhota sofreram muito quando crianças e na adolescência por serem obesos. Por conta disso tivemos que recorrer a psicólogos para nos dar orientação. Foi bem complicado. Mas na época deles nem se cogitava nesse tipo de abuso. Até os próprios professores não sabiam como lidar com isso. Quem mais sofreu foi minha filha, agora já com seus 32 anos e pesando 54kg se sente muito bem mais foi a duras penas que chegou onde chegou.
Sou sim a favor de uma campanha bem severa contra esse e qualquer tipo de abuso.
Creio também que está mais que na hora de revermos a educação de nossas crianças. O que vejo, leio e assisto é de chorar.
Parabéns pela brilhante e sempre maravilhosa iniciativa.
Obriga por seu sempre doce carinho!
Rô!

Geórgia Freitas 16 de maio de 2011 17:00  

Na minha vida escolar, não fui vítima de bullying nunca. Prova é que meus amigos de hoje são ainda os da escola. Porém, quando comecei minha vida profissional em escolas eu trabalhei em uma que o bullying era muito patente. Encontrando com alunos hoje que já trabalham eu escuto: "Nossa péssima lembranças daquela escola. Sofri muita rejeição.".

É isso.

P.B D L.M 16 de maio de 2011 19:12  

Quando estava na sexta série tive um desentendimento com a minha mãe,o que fez ela me transferir de escola.Chegando lá de cara ninguém gostou de mim,pois falavam que eu era patricinha demais.Com o passar do tempo começaram a me ofender,dizendo que eu era nariguda,patricinha,e filhinha da mamãe... Eu com medo não tive coragem de contar a ninguém o ocontecido,nem mesmo as minhas amigas...
Os anos sem passaram e todas as meninas que me ofendiam me pediram desculpas,viram quem realmente sou e agora são minhas melhores amigas...
Beijinhos para vcs

Leila Franca 17 de maio de 2011 00:10  

Oi Valdeir,

Eu aprendi sobre o bullying quando morava nos Estados Unidos. Lá este termo é empregado para adultos e crianças. Apenas falam "bullying na escola", "bullying no trabalho", "bullying na família" e por aí vai. Quando voltei ao Brasil é que fui ver que aqui a palavra "bullying" é apenas para criança na escola. Mas o conceito usado lá fora é muito mais amplo.

A coisa de colocar apelido é até insignificante perto do mal que o bullying pode se tornar. O bullying chega ao ponto da pessoa temer pela própria vida.

Depois de muito ler sobre o assunto, a opinião que tenho hoje é que o bullying é qualquer coisa que te deixe na posição de "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Ficar entre duas posições, sendo que ambas são muito ruins, quase impossíveis. Em qualquer momento que vc se veja nessa situação, há um bully por perto. Isso porque nem sempre o bullying ocorre de forma aberta e clara. As vezes a pessoa não percebe que tem um bully armando contra ela.

O bullying pode ocorrer em família. Um irmão, um parente, uma tia velha, aí pode ser difícil identificar porque existem laços, emoções e sentimentos. Possivelmente o mesmo bully que atormenta o colega da escola, pode estar, em casa, atormentando o irmão mais novo, a empregada ou os próprios pais.

Acredito que até mesmo uma empresa, um país podem ter um comportamento de bully em suas políticas. Pode deixar o concorrente, o vizinho num beco sem saída.

O problema é que a pessoa fica sem saber o que fazer. No caso de correr o bicho pega e ficar o bicho come, isso significa que não adianta fugir e não adianta também encarar e lutar. Não adianta fingir que não existe ou que não está acontecendo. Se ficar entre duas posições, ambas ruins, deve-se sempre fazer uma terceira coisa, algo que o bully não esteja esperando. A criatividade é a resposta.

Eu já tive vários encontros com bullies. Já me tentaram me prejudicar de várias formas, mas eu reconheço rápido- isso é importante! Reconhecer rápido. Quanto mais tempo vc fica exposto ao bully pior o negócio fica. Tem que aprender a reconhecer rápido o comportamento e cair fora da armadilha.

Elisa 17 de maio de 2011 14:06  

Belo trabalho você faz aqui, prof. Valdeir!

Com certeza espero que essa aberura e esses seus conselhos sejam importantes para todos aqueles que sofreram e ainda sofrem na pele esse mal terrivel. Conte comigo. Vou divulgar.

Valdeir Almeida 17 de maio de 2011 15:09  

Leila,

Suas ponderações a respeito do tema são excelentes e esclarecedoras.

De fato, aqui no Brasil o uso do termo é restrito a crianças e adolescentes no ambiente escolar. Nem no meio universitário essa palavra é citada quando se trata de hostilidade.

Não sei, mas possivelmente, essas categorizações sejam necessárias para que as questões de hostilidade sejam melhor combatidas.

Abrços e muitíssimo obrigado pelo comentário.

Valdeir Almeida 17 de maio de 2011 15:21  

Rô,

Os casos de bullying estão cada vez mais frequentes (ou as vítimas estão criando mais coragem para denunciar).

Creio que a educação é fundamental. Lembro-me perfeitamente quando o rapaz de 17 anos agrediu homossexuais na avenida paulista: a mãe do agressor, ao ver o filho preso, disse à imprensa: ele é apenas um menino. Certamente, era isso que ela dizia quando comparecia na escola após o filho agredir os colegas.

Pais que não educam os filhos e incentivam preconceitos contra as diferenças formam praticantes de bullying e futuros criminosos quando adultos.

Beijos, Rô, e obrigado pela sua contribuição.

Valdeir Almeida 17 de maio de 2011 21:50  

Geórgia,

Os professores também lidam com o bullying, obviamente.

Obrigado pelo comentário.

Abraços.

Valdeir Almeida 17 de maio de 2011 21:52  

"P.B D L.M",

Felizmente, as garotas que a hostilizavam transformam-se em suas amigas. Eis aí uma grande lição.

Abraços e obrigado.

Valdeir Almeida 17 de maio de 2011 21:54  

Obrigado, Elisa.

O bullying é um fenômeno que deve estar constantemente na ordem do dia, para que não caia no esquecimento, enquanto está acontecendo.

Beijos e obrigado por divulgar e comentar.

Anônimo 19 de maio de 2011 17:13  

Professor Valdeir! Todo importante e grande trabalho sobre o Bullying começa com um debate para seu esclarecimento à sociedade, e você, com sua competência e conhecimento, abre aqui em sua casa este debate. Muito bom o texto. Já li muito sobre o Bullying na Internet, mas penso que nunca é demais se aprofundar.

Por gentileza, entre em contato comigo por email: fabioreisy@globomail.com

Sou educador também, e gostaria muito de conversar com o Sr. sobre este assunto tão relevante. Quem sabe poderemos marchar ou mobilizar alguma causa significativa para o bem geral. Aguardo sua resposta.

Fábio Reisy de Lima

HelenoC 19 de maio de 2011 17:21  

O bullying é um problema mundial. Não está restrito a nenhuma instituição escolar, seja primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. A coisa mais importante não é a ação em si, mas o efeito que o bullying tem sobre a vítima.

O debate sobre o tema é inesgotável. E nós, devemos sim, chamar atenção dos pais, professores, psicólogos, e proprietários das escolas, além do Estado, para este assunto. Toda contribuição nesse sentido é e sempre será bem vinda. Bom trabalho.

junio 20 de maio de 2011 09:24  

Sofri bullying na infância, em casa e na escola. tinha mãe mas não pai, era um padrasto. Tenho problemas até hoje por causa do que passei. É muito ruim ser humilhado constantemente e não ter com quem se apoiar, ou com quem conversar. a dor é imensa. Foi muito dificil minha transição para uma vida adulta saudável. Me apeguei à religião e a igreja, rezava e chorava quase todos os dias. Não queria passar para os outros o que eu sofri, não queria falar sobre o assunto e nem queria reproduzir o comportamento daqueles que me afetaram com os outros. Meus relacionamentos foram complicados. Não tive uma namorada certa, apesar delas terem sido bem intencionadas. Eu ficava com medo, muito medo. Quando persebi o que estava acontecendo comigo me apeguei a Deus pra superar tudo.

Não foi fácil. A gente não esquece facilmente o que passou. É como um filme na nossa cabeça.

Hoje sou adulto de 29 anos, mas lembro muito bem das sequelas. de como me buliram. Até na hora de arruamra um emprego numa entrevista eu tremia de medo sem razão aparente. levei isso comigo por anos. Não tinha com quem conversar. Só Deus estava ao meu lado. Ia nas bibliotecas e estudei o assunto para entendê-lo melhor. hoje, não sou mais criança, mas poderia ter me tornado um marginal ou um bandido na adolescencia se não tivesse leitura ou não tivesse acesso à livros. É a isso que o bullying nos leva.

espero que meu relato sirva de ajuda para alguem,

obrigado.

Valdeir Almeida 20 de maio de 2011 22:05  

Obrigado, Heleno.

Realmente, é preciso dar uma atenção especial aos que sofreram bullying. Ou seja, tratar as causas e consequências.

Abraços.

Valdeir Almeida 20 de maio de 2011 22:20  

Júnior,

Seu relato é uma prova concreta de que o bullying afeta não apenas o rendimento escolar da vítima, mas também todos os outros setores de sua vida infantil e adulta.

Fico feliz por você ter conseguido superar. E, com certeza, seu relato ajudará muitas pessoas que vivem o que você passou.

Abraços.

Neto 22 de maio de 2011 10:18  

Olá amigo Valdeir!

Já tinha visto a sua enquete antes e esperei o fim de semana para comentar (estou com muito trabalho aqui). Após ler alguns comentários percebo que está no caminho certo. É isso! Temos sempre que continuar falando sobre essa situação em todos os lugares até que um dia ela se acabe.

Além dos pais, é preciso responsabilidade das escolas também para deter esse "fenômeno".

Parabéns! Conte comigo se precisar de algo. Abraços

Professor Quiriate 22 de maio de 2011 12:35  

Já sofri,

No entanto, em função já de minha personalidade forte, nunca fui de demonstrar abalos ou deixar que isso interferisse em meu rendimento. Percebia muitos de meus colegas, principalmente os mais tímidos não saberem como agir ou a quem recorrer, ficando a mercê de outras crianças e adolescentes que por algum motivo se achavam superiores, ressaltando a intolância.

O que me deixa triste nesta história toda, não é saber que o Bullying existe, mas que sempre existiu e que cada vez mais se torna algo segregador, além do fato de que os próprios professores muitas vezes inconscientemente colaboram para tal feito.

Valdeir Almeida 22 de maio de 2011 21:38  

É verdade, Neto. A ação deve ser conjunta: pais, professores e toda a comunidade. Creio que a questão do bullying deve estar sempre na ordem do dia. Como eu disse, não devemos esquecer, não podemos deixar cair na banalidade.

Obrigado pela consideração, Neto. Abraços e excelente semana para você.

Valdeir Almeida 22 de maio de 2011 21:45  

Professor Quiriate,

Concordo com você. Alguns professores são co-autores na prática do bullying. Um exemplo é quando um aluno ou aluna não se enquadra no padrão do seu próprio gênero. Nessa situação, determinados professores culpam as vítimas por elas serem assim, ao sugerirem que elas devem ser mais enérgicos, no caso dos meninos, e mais delicados, quanto às meninas. Professores assim não são educadores. O verdadeiro educador é aquele que vê nas diferenças que existem na sala de aula uma excelente oportunidade para ensinar o respeito ao próximo e a tolerância.

Agradeço-lhe pela participação.

LILIANE 27 de maio de 2011 20:00  

Oi Valdeir...

nossa.. que trabalho bonito você promoveu.

Li aos poucos, pra poder compreender os diversos pontos de vista.

Lembro da vó do meu esposo, que dizia "não fica bulindo com o menino", muito comum este termo em Minas.

o fato é que nossa cultura caminha para que o mais forte vença, manda quem pode e obedece quem tem juizo.

Desde o inicio da nossa colonização, o poder seja economico, fisico, intelectual não é usado para o bem do outro.

Não se criou em nossa mentalidade e em nossa cultura a questão da empatia, de perceber e sentir o que o outro sente.

E as consequências estao aí, pra quem quiser ver.

Se eu já sofri bullying?

Sim, posso dizer que na maior parte da minha existência e a pior alimento para esta situação é a crença de que eu mando e você faz.

A pessoa não consegue deixar o outro viver e não se sentir afetada isso.

Eu acredito que infelizmente a tendencia do numero de pessoas envolvidas no bullying aumente, por causa desta compettividade que estamos vivendo.

Posso dizer Valdeir, aqueles que acham que um palavrãozinho ou uma brincadeira boboca não faz mal pra ninguem, se não tomarem muito cuidado, serão os proximos a perceberem a violência que certas brincadeiras fazem.

Ficam sequelas as vezes incorrigiveis por causa dos multiplos fatores envolvidos, até a própria constituição física do agredido.

Se ele tiver tendencia a ter problemas de ordem emocional ou psiquiatrica o bullying só apressa as coisas.

Querido, me estiquei demais.

fique a vontade, viu, pra publicar ou não.

obrigada pela coragem de trazer este assunto a tona, quem sabe você não está protegendo alguem indefeso?

beijinho

Anônimo 29 de maio de 2011 23:47  

Já fui vitima de bullin de todo o tipo, física,moral,pisicologica aos 16 anos as o bullin de agrçãe sessou mas outro deu-se continuidade o de rejeição, não consiguia me enturmar com ninguem, todo dia a única coisa que vinha na minha cabeça era a vontade de ter uma arma e sair matando as pessoas que eu odiava, e selecionar quem ia morrer e quem ia viver do mesmo jeito como o cara do rio de janeiro fez, so que eu iria matar mais gente, se eu tivesse acesso a armas naquele tempo teria feito o massacre com muito prazer, mas deus nao permitiu, hoje tenho 24 anos e ainda espero uma melhora de vida...

Anônimo 3 de junho de 2011 16:35  

Nesse exato momento e está enchendo o saco...

Anônimo 7 de junho de 2011 13:38  

Eu e meus filhos sofremos bullying por parte de meu marido.
O mais estranho e que ele so pratica bullying conosco, com as pessoas de fora ele e um doce. Ele e alcoolatra, mas mesmo quando nao esta embriagado, nos persegue psicologicamente, a tortura e tao grande que ja pensei ate em mata-lo!
Hoje em dia percebo que ele pratica bullying conosco porque os pais dele viviam uma vida em desarmonia, infelizmente nao deram educaçao para meu marido nem para o irmao dele, ele vem de uma familia que nao sabe o que e o amor, os pais ambos alcoolatras, tinham brigas constantes e e ele repetidamente diz que familia e uma M**** !
Meus filhos estao traumatizados, e eu, a ponto de cometer um homicidio !

Anônimo 14 de junho de 2011 10:22  

Quando eu era menor, estudava em uma escola muito grande, e durante os recreio, umas pessoas me chamavam de gorda e varios outros apelidos de mal gosto. Um dia estava indo embora para casa de onibos que minha familia pagava pra ir e voltar. uma menina me parou e me chamou de balei, eu explodi de raiva, e bate lena de mais depois disso nunca mais me chamaram de gorda.

LILIANE 14 de junho de 2011 10:40  

EU ODEIO O MUNDO, ODEIO AS PESSOAS ODEIO TUDO. QUANDO EU ERA PEQUENA ME ESTUPRARAM ME LEVARAM PRO MATO E SEM EU QUERER FIZERAM SEXO COMIGO. TENHO VERGONHA DOR ODIO TUDO O QUE NÃO PRESTA PASSANA MINHA MENTE. DOEIO O MUNDO ODEIO AS PESSOAS ODEIO TUDO QUANDO VEJO UM ACRA DE BIGODE TENHO VONTADE DE MATAR ELE --- PELO QUE FEZ COMIGO

Ivan 18 de junho de 2011 21:56  

A cinquenta anos atrás,me enchiam muito o saco com apelidos e outras brincadeiras idiotas (óculos, religião, vestuário..etc). Naquela época não se usava este nome americanizado. Eram simplesmente apelidos e brincadeiras de mau gosto.Mas sobrevivi numa boa (claro na época foi complicado). E hoje tenho certeza que com a força e a atenção dos pais,estar vigilante às mudanças no dia a dia, aliados ao acesso a informação, disponível para a garotada (jornais, TV, rádio e Internet) os efeitos serão bem menos nocivos. Fiz isso com meus dois filhos e esta fase transcorreu numa boa. Importante em todo processo é a estrutura familiar.
Abraços.
Ivan

Anônimo 21 de junho de 2011 12:06  

Um menino e uma menina da minha sala me chamam de Maria gordinha e filha do faustão so porque sou gorda o que eu faço por favor me ajudem não aguento mais eles.
Isto é bullyng

Anônimo 1 de julho de 2011 00:47  

meu nome e silvia kethley tenho 15 anos e sofro bulling por causa da minha maquiagem nao uso maquiagem forte e por que eu gosto de usar bloche entao as meninas da escola comesao a mexer com migo so que eu nei ligo por que elas dizem eu tenho DEUS no meu coraçao e nao vou deixar nenhuma garota mim mudar por causa do que eu sou e por que gosto de usar blochi rosinha. thau gente ate +

Anônimo 1 de julho de 2011 15:37  

durante minha vida,há uns três anos,praticamentee, eu era chamado de macaco,eu nao sou negro,era qerido e amdo por todos,nada havia feito.
Sempre tentei tratar bem,quem me magoava e assim me sentia inútil.
Passar dos tempos,mudei de escola,e todos me amava,chegavam a me igualar a perfeito"
so que durante esse primeiros seis meses,as pessoa s de minha
outra escola,contaram tudo para minha nova,tudo começou denovo

Anônimo 29 de julho de 2011 20:34  

Meu nome é aline, des de pequena sofro agressões,em toda escola que eu ia eu era humilhada, fugiam de mim, me xingavam de verme e de todos os nomes possíveis,meus pais trabalhavam e não tinham tempo suficiente para me dar atenção, muitas vezes eu discutia com minha mãe e ela me dizia palavras muito fortes, a qual ficava na minha cabeça, como por exemplo que ela queria me internar... e tudo o que eu passava na escola se juntava com o que eu passava em casa, chegou uma hora na qual eu ia a escola e me isolava de todo mundo, foi quando meu pai me colocou em uma psicologa, foi onde eu comecei a superar, mudei de escola, os xingamentos continuavam, mas mesmo assim eu ficava forte, quando eu mudei de escola pela terceira vez a situação começou a melhorar, mas mesmo assim nos dias de hoje quando eu brigo com minha mãe eu lembro de tudo que eu passei, e ali meu coração aperta, eu choro, e penso nas maiores besteiras, desejo fugir de casa e tudo que não é bom, mas mesmo assim tento superar todos os traumas que tive!

Anônimo 9 de agosto de 2011 12:38  

Eu quando era criança sofri bullyng por ser magra demais e ter um pequeno defeito nos dentes.Já até apanhei de meninos e olha que sou menina,ficava muito constrangida e não contava para ninguém.
Foi uma época difícil,não gosto de falar muito sobre isso e até hoje sofro com o reflexo disto.Tenho depressão e medo de encarar a vida.Já se passou anos,isso aconteceu quando eu tinha mais ou menos uns 7 a 8 anos hoje eu tenho 16.

Anônimo 13 de agosto de 2011 22:49  

nao sei se alguem sa sofreu bulling por causa do nome que tem,eu fui tao humilhada na escola,nas lojas,consultorio medicos,enfim onde tinha que ser apresentada ,eu ficava vermelha,suava frio,coraçao disparava,trememia para assinar,so sei que meu nome destruiu,minha vi,fiquei uma da,meus sonhos,evito de conhecer pessoas so pra nao ter que valar meu nome me tornei anti social,parei de estudar,minha virou um tormento

Anônimo 13 de agosto de 2011 22:52  

esqueci de dizer meu nome,CACILDA

Silvia 18 de agosto de 2011 21:42  

Na escola eu era a "Crentinha", "Banana Pintada" (tinha sardas) e "Jeovazinha". Não é fácil passar sozinha por grupinhos que riem à sua passagem. Quando uma colega adolescente passou o pente no meu cabelo, e o pente não correu facilmente, e ela comentou com as demais, rindo: "Tá vendo, nem passa pente aqui." Anos depois você vê que era inveja, mas na hora é devastador. Isso porque eu tirava notas ótimas, tinha facilidade porque minha mãe me ensinou a ler em casa aos 3 anos, e não era nem gorda nem magra. Ou seja, para sofrer bullying não é preciso ser portador de um defeito evidente. Minha professora do 1º ano arremessava as alunas pobres contra a lousa, gritando histericamente, chamando-as de burras e sujas. Se eu não soubesse ler, teria tido bloqueios e não conseguiria aprender. A uma aluna não tão pobre, Dona Lucia Azevedo sacudia a cabeça da pequena e mostrava à classe: "Estão vendo? Aqui só tem amendoim." Isto foi em 1966, em Araraquara.
Meus filhos estudaram em bons colégios em São Paulo, e sofreram igualmente, e eu os ensinava a não revidarem e sim, procurarem a autoridade escolar. Mas isso não adiantou. Cartas escritas por mim e meu marido à direção tampouco surtiam efeito. Professores, inspetores e diretores olham para o outro lado, isto quando não perseguem certos alunos, eles próprios. Telefonei à mãe de um aluno que quebrou o dente do meu filho. Ela retrucou: "Ah, mas a gente não sabe o que realmente aconteceu. Isso é briga de meninos." Respondi: "Meu filho é muito maior em tamanho que o seu. Diga-me: O SEU filho está com algum dente quebrado?"
Hoje estou procurando ajudar um menino de 14 anos que não consegue sair à rua. Se alguém olha para ele, suas mãos suam e gelam, os olhos ficam esbugalhados, ele fica fora de si. Criado por pais humildes e iletrados, sofreu as piores espécies de bullying numa escola da Vila Mariana, em São Paulo. Alunos tiravam agasalho de um colega e o escondiam na mochila deste menino, para depois acusá-lo de roubo. Ele disse que um menino que havia roubado foi procurado por policiais na escola, que o teriam levado embora. Ele acreditou que qualquer dia seria preso por causa da brincadeira dos bullies.
Há dois anos não consegue sair nem para ir ao médico. Fiz pesquisa para ajudá-lo e encontrei um artigo extremamente útil na revista Despertai de 22/7/1998, páginas 4-7. O título chamou minha atenção: "Quando parece que todo mundo está olhando para você". Ali descobri o nome "fobia social" e dicas muito úteis, que já o ajudaram a ver que seu sofrimento é compartilhado por muitos outros, e que há esperança. Estamos agora procurando conseguir que um psicólogo o ajude a domicílio, até que ele tenha forças para sair e ir até o consultório e a escola (que me parece ter lidado com o problema de modo muito inadequado e incompetente).
Se os pais e professores ensinassem apenas um princípio aos filhos, o mundo seria um lugar melhor. Está em Mateus 7:12, parte do Sermão da Montanha: "Todas as coisas que quereis que os homens vos façam, vós tendes de fazer, do mesmo modo, a eles."
Acho que a teoria da seleção natural causou dano, pois instilou no subconsciente coletivo que os mais fracos não merecem viver nem gerar prole.

ellen 3 de setembro de 2011 09:33  

Eu ja sofri de bullying.quamdo eu era menor um menino me chamavam de ete e 4 olhos só pq eu uso oculos ai eu chamei ele de nanico e ele parou.
Em outra escola antes dessa , um menino me batia por nada todas al aulas ai teve 1 dia qe ele me bateu ate eu sentir falta de ar e minha mae encostou ele na parede e disse se ele me batesse dinovo ia arcar com as consequencias nisso eu nunca tinha contado a ela com medo nao sei de que.
E em outra escola depois da primeira ninguem me escolhia no negoçio de educaçao fisica eu era sempre a ultima so quando minhas "amigas" iam escolher eu ia em 3° pq na frente iam mais duas.sendo que na escola atual no começo era assim e dopois que viram como eu jogo deixei de ser a ultima fiquei no maximo em de 11 alunos em 8 sempre me chamavam para fazer trabalho em equipe 7 ou 8 alunos, isso aconteceu pq eu sou um pouco timida ,mas ainda sou muito sozinha tendo ultimamente amigas falsas.

Anônimo 11 de outubro de 2011 22:39  

Eu já sofri por muitos anos o bullyng, na escola tinha um grupo de meninas que ficavam me chingando, falando coisas horríveis de mim.
Eu sou uma garota muito bonita, meu cabelo é grande e liso, meus olhos são claros, tenho um corpo muito bonito e os amigos delas também eram os meus amigos e eles não concordavam com o que elas me faziam...Acho que elas tinham inveja de mim, talvés ciumes não sei as causas mais sei que nunca fiz nada pra que elas agissem assim...
Nunca tive coragem de contar pra ninguém, eu chorava muito, mais sempre chorava escondido com medo do que elas podiam fazer se me vissem naquela situação, até hoje não me recuperei...

Anônimo 13 de outubro de 2011 16:24  

meu nome é keyla,quando era criança sofri bullyng,na verdade ate hoje,minhas orelhas eram desproporcionais e eu era muito magra,também não gostava do meu cabelo e deixava-o sempre amarrado para trás,quando meu corpo começou a mudar,diferente das outras meninas, eu fazia o máximo para me esconder ,vestia casacos enormes,e me fechava,porque achava que daquela forma não estaria vulnerável,e todo mundo me achava horrível,lembro que tinha um menino que eu gostava ,sabe,aquele menino popular da escola que todas as meninas gostam ,então,ele me odiava,vivia me maltratando ,mais a pior parte era quando fingia se declarar ,falava coisas lindas, e depois começava a rir,era horrível,ter vontade de chorar,e colocar um sorriso no rosto para parecer menos ridícula,e não para por ai,minha mãe sempre quis que eu fosse do geito que ela queria,naquela época dizia que eu era pouco vaidosa e muito magra e hoje estou com o peso perfeito e mesmo assim vive dizendo que devo emagrecer,ou engordar,que tenho celulite entre outras coisas, e isso me deixa péssima,como vou superar e me sentir confiante se nem minha própria mãe que deveria ser meu porto seguro me ajuda,hoje eu sei que sou bonita,tenho um cabelo bonito,lindos olhos verdes,uma boca bonita,e ate gosto dos meu corpo,e tenho um namorado maravilhoso que sempre me elogia mais sou cada vez mais perfeccionista,cada vez cobro mais de mim, sem falar que simplesmente tenho terror de falar com pessoas que não conheço não consigo me socializar,porque acho que sempre vão me criticar,estou no ensino médio e simplesmente chego a chorar para não apresenta em frente a sala de aula,e fico com notas baixas

pascoal mira 13 de outubro de 2011 20:25  

Ola não quero falar meu nome ta desculpa. Mas quero contar minha história para uma pessoa ou escrever o que aconteceu comigo foi assim eu tenho 15 anos ja mas eu sofria isso desde quando eu entrei na quinta serie eu conheci um cara que se achava muito o maioral de todos o mas fortão tudo mais e batia em mim e por que eu não so e não era de briga uma vez ele me pegol eu estava de pé na frente de uma carteira e ele sem motivo algum mesmo me empurrou em cima da carteira e pegol meu pescoço começou a me enforcar de verdade tava mesmo ficando sem ar quando veio um amigo meu e o segurou como sempre fez disse que só estava brincando comigo que eu era amigo dele essas coisas e era quase sempre assim mas não quero entrar em muitos detalhes por que foi muito fóda mesmo isso me machuca até hoje de lembrar disso mas até que no meio desse ano eu fiz uma coisa eu estava sentado com meus amigos tomando lanche da escola quado derre-pente ele começou comisso de novo e começo a "brincar"como ele disse de muaytai comigo né ai eu disse que espera só eu terminar de comer e levar o prato para la e fiz isso quando mas não coloquei o prato la repeti a comida e vou tei ase sentar com meus amigo em uma escada que tem la na escola ai ele veio novamente ele pegou meu pescoço de novo ai eu lembrei de tudo que ele tinha feito comigo e eu ja estava querendo brigar com ele se ele voltasse a fazer isso novamente nossa não deu outra ele pegou meu pescoço a ai eu olhei bem na cara dele peguei minha mão esquerda e lhe dei um soco bem dado na cara dele e ele olhou para mim todos estavam olhando e ele me dou apenas um tapa na cara.
se quiserem conversar comigo eu vou dar meu msn para vcs e não pensarem que é mentira ta e entrarem e contato comigo
vou deixa minha conta do Google também ta.

msn: pascoal_tmz@hotmail.com

Anônimo 20 de outubro de 2011 00:28  

bom,quando era adolescente ,era uma pessoa animada ,o melhor da turma o mais engraçado da escola, fásia teatro,adorava minha vidinha mas tinha um problema,os alunos costumavam mim chamar de gay por causa daquele meu jeito animado de ser eu acho,isso mim doía muito,chorava escondido de todos pra ninguém saber o que estava passando,chegou um tempo que cansei decidi mudar viver do jeito que eles queriam pra ver se acabava com esses apelidos que mim doía tanto,e mudei joguei tudo que gostava para trás decidi mudar tudo,roupas,estilo,corte de cabelo,perfume,tudo não ficou nada daquela pessoa que eu era realmente,hoje continuo mudado
agora uma pessoa fria ,sem amigos sem ninguém pra conversar
mim sinto tao só,sem ninguém sinto saudades daquela pessoa que eu era aliais daquela pessoa que realmente eu sou,mas não consigo mas voltar e seer eu de verdade as pessoas mim tornaram em uma pessoa fria sem amigos,uma pessoa infeliz,e tudo por causa das pessoas o ser humano estragou a minha vida hoje nao consigo mas voltar a pessoa que eu era já tentei mas nao consigo penso que vai se tudo como era antes voltar aos apelidos as humilhações,queria muito amigos pra conversar passar o tempo.so tenhos amigos virtuais pessoas que nem conheço.queria muito que alguem mim ajudace a voltar ao normal
obg

Jessica 17 de novembro de 2011 21:08  

quando era pquena e entrei na escola uns meninos e meninas me chamavam de feia e até fizeram uma musica sobre minha aparencia
me chamavam de lezada,lerda,riam de mim quando ia apresentar trabalho e um dia desses me empurraram na hora do recreio

isso é bullying ou apenas uma zoaçãozinha?

Anônimo 29 de novembro de 2011 01:32  

professora universitaria foi vítima de bullying preconceito raciale entra em depressão grave.segundo contam que Luciana Bezerra de Araujo fez varias acusaçõs a vitíma Maria do Carmo conhecida por Cacau, chamando-a de negra macaca, mangava do seu cabelo,fazia careta por trás dela e ainda ficava insinuando com apelidios tai com: quem´não puder viver morra, se me odeia deita na BR e manda o carro passar por cima,tõ igual a chuveiro velho, tõ nem ligando e quando ligo.nem esquento, entre outras coiss mais que não gostria de mensionr....agora pergunto o que deve ser feito, será que ela deve ser punida ou vai continuar fazendo mesma coisa dengrindo a imagem dprofessora. quero que publique isso e poste seus comentários

Anônimo 29 de novembro de 2011 01:35  

mais eu j postei meu comntario

Anônimo 30 de novembro de 2011 21:33  

Se eu sofrer bullying,e tiver testemunhas,posso processar a pessoa que praticou? E processar pelo que?

Anônimo 14 de dezembro de 2011 09:58  

Como um aluno que passou por essa experiencia desagradavel eu hoje entendo que ainda estamos numa sociedade no modelo “Lei do Mais Forte” onde há a energia da competição muito maior do que a da cooperação. A ideia de que se o meu proxiimo for bem sucedido vai me causar falta como: o prenchimento de uma vaga de emprego, mais dinheiro na conta dele e menos na minha, mais atenção para meu concorrente do que pra mim… essa é uma sintese do pensamento do praticante de bullyng estimulado pela sociedade onde há ainda a ditadura sutil e a selvageria desfarçada de persistencia. A preocupação de “ter uma profissão” por exemplo é confundida por:”Ser alguem” . Ser alguém somos desde nosso embrião quando sua mãe mostrou o sapatinho de bebe para seu pai dizendo que estava grávida. Você não é sua profissao, nem seu esporte favorito e nem seu diploma.. Isso são coisas que voce conquistou, diga-se de passagem, com a ajuda de aliados.. Bom falei bastante e para expor meu sentimento de quem passou por isso convido-vos à leitura de um artigo meu denominado: Carta de um Colega ao Praticante de Bullyng http://www.recantodasletras.com.br/trabalhosescolares/3387628

Anônimo 25 de dezembro de 2011 21:17  

esses ano de 2010 2011 eu sofria de bullying só porque eu sou gordinha eles chamava de gorda e me batia e eu não reclamava pra minha mãe nem na escola ir meus colegas sempre via eles me batendo e os meus amigos falando pra eu fala pra diretoria ou bate de volta mais não queria sinão eles ia me bate ate a morte isso eu desteto eles dizia que eu era saco de pancada isso me machucava muito mais eu era simpática e legal com eles
mais um dia me revoltei porque eles tava brincando de empurrando ai na primeira vez eu estava arrumando meus material para ir na aula de educação física ai eles me empurrou bate minha coxa na ponta da minha mesa fiquei de boa na segunda vez eu fiquei com raiva fui pra cima dele mais só falei pra para e case eu menti um soco bem na cara dele
e tbm tava na aula de matemática
ai meu amigo ficou falando thayna tem uma pulga na seu pescoço mais é pinta mais comecei a chora mais ele me pediu desculpa ai eu acetei desculpa dele

Anônimo 30 de dezembro de 2011 19:18  

BOA NOITE
MEU NOME E JOANA DARC TENHO 26 ANOS,JA SOFRI BULLYING,QUANDO EU CRIANÇA,CHEGUEI HA APANHAR MUITO POIS ERA PEQUENA MIUDA,''ELES ERA BEM MAIORES QUE EU,PERDI AS CONTAS DE QUANTAS VEZES CHEGAVA EM CASA CHORANDO,MINHA MAE SEMPRE FOI RIGIGA ATE HOJE,ELA MIM DIZIA SI APANHAR NA ESCOLA APANHAR SI BATER APANHAR TAMBEM,DE TODO JEITO EU ACABAVA MAL,UM CERTO DIA UM PARENTE DE MINHA MAE,POLICIAL,FOI ATE A ESCOLA FALAR,COM A DIRETORA DA ESCOLA,MUITAS MAES CHEGOU ATE A TIRAR SEUS FILHOS DA ESCOLA,OUTRAS ATE VEIO MIM PERDI PERDAO,MAS NAO ADIANTOU MUITIO PORQUE O ESTRAGOS JÁ ESTAVA FEITO,PASSEI A MINHA ADOLESCIA MIM SENTIDO UM LIXO,CHEGUEI IR ATE EM PSICOLOGOS,NAO ADIANTOU MUITO,MIM ACHAVA FEIA,NAO MIM ARRUMAVA NEM ERA VAIDOSA,NEM NAMORAVA.

HOJE ESTOU MELHOR MAS AINDA SOU TRISTE,AGORA SOU VAIDOSA,AMO MAQUIAGEM,ANDA NA MODA,MIM CONSIDERO BONITA,SOU MAGRA,ESTOU RUIVA BRANCA,NEM BARRIGA TENHO,JA NAMORE,FIQUEI COM HOMENS LINDOS,ATE UM MEDICO,QUEM DIRIA,MAS MESMO ASSIM SOU DESANIMADA,AGRADEÇO MUITO A MINHA MAE,POR SER QUEM EU SOU,NUNCA MIM MENTIR EM CONFUSAO,COMO ELA SEMPRE MORROU NA ROÇA,OS PAIS DELA MORRERAM CEDO,ELA TEVE QUE TRABALHAR Na casa os outros cedo,ENFIM HOJE SOU UMA MULHER ADULTA INDEPEDENTE,AINDA NAO MIM ESQUEÇO DOS TRAUMAS DE INFANCIA,POR ISTO ESTOU AQUI,PARA FALA COM TODOS QUE CUIDEM MAS DE DE SEUS FILHOS,FISCALIZE,OS NA ESCOLA,PARA AMANHA NAO SER VC.BJOS

Nicolly eloisa spirano santos silva 20 de julho de 2012 17:41  

eu sovi com bullying foi muito triste para mim os meninos ficavame chamando de nicolau 4olho eu ate parei de usar oclos por calsa deles

Anônimo 10 de janeiro de 2015 19:39  

Oi, também fui vítima de bullying na adolescência quando era bem mais novo eu tinha uma problema de coluna que fazia andar curvado, por isso me chamavam de teletubies e eu odiava isso e não tinha amigos por isso a chacota era diária, muita pressão nem queria ir mais assistir as aulas sem falar que tinha alguns que me batiam. Eu vivia triste e sozinho foi então que eu mudei de colégio e conheci colegas diferentes que não me zoavam e conheci um grande professor de educação física que me apresentou a natação que me ajudou muito no meu problema de coluna e me ajudou no desenvolvimento do meu corpo consegui alcançar mais de 1,80cm e melhorei a auto estima depois mudei de estado e comecei a fazer faculdade e hj em dia sou instrutor de cursos de uma renomada instituição federal, fiz especialização e pretendo fazer mestrado hj em dia eu faço jiu jitsu que me ajudou muito na minha auto estima, mas o que foi mais engraçado é q um tempo atrás eu voltei com a minha irmã no antigo estado onde morávamos e ela reencontrou uma turma daquele tempo em que éramos adolescentes e alguns deles perguntaram se ela tinha vindo sozinha e ela respondeu que não que tinha vindo comigo, e perguntaram onde eu estava e minha irmã me mostrou eles ficaram surpresos em como mudei fisicamente e como pessoa e perguntaram por que eu não fui falar com eles, minha irmã respondeu:"vocês se lembram da forma como tratavam ele?" e todos ficaram se olhando. Depois um deles veio falar comigo perguntando se eu o reconhecia? respodi que sim e ele me pediu desculpas pelas coisas que já havia feito comigo e que se arrependia muito e que estava envergonhado, eu olhei para ele e perguntei: " você tem filhos?" ele disse sim que tinha um menino, então eu disse: ensine o seu filho a não ser igual a você! E fui embora, então o bullying é algo seríssimo eu sei por que como viram eu passei por isso porém eu superei mas as cicatrizes são para sempre, as vezes me pega relembrando certas situações do passado.

Anônimo 19 de fevereiro de 2015 07:38  

quando eu estudava sofri muito bullyng no colégio de 5 a 8 serie,hoje graças a deus no campo profissional sou realizada,mas na área sentimental não consigo me relacionar com ninguém ,praticamente eu só tenho contatos sociais,me tornei uma mulher fria,não sou ruim ,mas não consigo gostar de ninguem e ainda tenho ódio mortal dos meus ''agressores''.

Eronildo de lima silva 4 de março de 2015 18:44  

Oi Valdemi sim.Eu sofri bullyng por causa que eu sou Gay,estou começando o enssino médio acora,foi na minha escola o menino chegou pra mim e falou olha aqui não e seu lugar não,eu terminei de escova os dentes e fui pra sala,mais eu sou uma pessoa que mostro meus sentimentos,e meus amigos viram minha expressão de tristeza,eles foram falar com a braço direito da escola eu foi falar com ela,ela me ajudou muito,eu ia sair de lá mais eu pensei pra mim mesmo sò estou começando e tenho que fica lá não so por mim mais por todos que são inquais a eu,sou cabeça firme controlado e tenho que fica mesmo outros falando mais tenho que vençê ate o fim.
Não vou deixa eles acaba com meus sonhos vou ate o fim Se Deus quiser....

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