7 de setembro de 2010

Empecilhos à Educação


No Brasil, há muitos empecilhos para que se alcance uma educação de qualidade. Por exemplo, alguns jovens e crianças necessitam se deslocar da zona rural ou de regiões riberinhas para chegarem aos prédios escolares. Rotina cansativa e, por isso, desestimulante.



Outro empecilho é a aprovação do estudante para a série seguinte, mesmo que ele tenha sido reprovado. Essa prática é uma forma de o governo propagandear o índice quantitativo (mas não qualitativo) da eficiência educacional nos estados (ou Federação): diminuição da repetência, da evasão escolar e do analfabetismo. (Texto de Valdeir Almeida)


Este é um resumo do texto “Acesso à educação no Brasil: um direito relegado” produzido por mim a pedido de Sanzinha e Wilson, e publicado no Espaço Aberto.



18 comentários

Sonia Regly 7 de setembro de 2010 18:47  

Outro empecilho é a aprovação do estudante para a série seguinte, mesmo que ele tenha sido reprovado. Essa prática é uma forma de o governo propagandear o índice quantitativo (mas não qualitativo) da eficiência educacional nos estados (ou Federação): diminuição da repetência, da evasão escolar e do analfabetismo.

Valdeir,

Isso aqui é o que mata o professor. As vezes recebemos de outras Escolas, alunos bem piores que os nossos. Reprovamos os nosso, por não terem atingido os objetivos propostos e, recebemos alunos bem piores do que aqueles que havíamos reprovado. Desestimula qualquer um.

J. Neto 7 de setembro de 2010 19:16  

O governo alardeia apenas aquilo que lhe é conveniente. Está longe da realidade do aluno e de seu dia a dia. Esta eleição é um bom momento para olhar as propostas dos atuais candidatos sobre a Educação e cobrar posteriormente.

infelizmente, a Educação, há anos vem sendo relegada e só é lembrada quando índices pífios de sua qualidade aumenta um ou dois pontos percentuais ano após ano. É preciso acabar com isso. Mas como? Com revoluções? Enfrentando a máquina? Não. Com o voto. E tudo - principalmente, as cobranças - começa em nosso bairro.

Abraços Valdeir!

Muito bom o seu post.

Wanderley Elian Lima 7 de setembro de 2010 19:47  

Olá Valdeir
São tantos os empecilhos que daria um post interminável.A maquiagem da aprovação, a falta de material, os baixo salários dos professores, o abandono dos filhos pelos pais, os desvios de verbas, as péssimas condições das escolas, etc, etc, etc...
Falta realmente governos comprometidos , que realmente cumpram suas promessas de campanha.
Abração

HSLO 7 de setembro de 2010 20:18  

Um outro grande empecilho, é colocar toda a culpa para o fracasso da aprendizagem dos alunos somente no professor. É preciso mudar isso, a sociedade precisa saber que o aluno que temos em sala de aula não tem que muitas vezes o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital. E que os pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida. Sem falar nas famílias que sofrem com as drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.

É essa a realidade das escolas públicas brasileiras. O governo precisa parar de dizer que é preciso investir em formação para professores e por isso grito alto: A FALTA DE APRENDIZAGEM DOS NOSSOS ALUNOS, NÃO É CULPA EXCLUSIVA DE NOSSOS PROFESSORES.

O governo precisar é melhorar nossas escolas, assegurar que esse aluno que esta na escola tenha um pão para comer e um lar decente para morar...isso sim.

Amigo...obrigado pela postagem...você sabe o quanto gosto de falar sobre educação.

abraços
de luz e paz

Daniel Savio 7 de setembro de 2010 21:28  

Infelizmente, só é uma bola de neve que só faz aumentar cada vez mais o problema...

Fique com Deus, menino Valdeir.
Um abraço.

Prof. Adinalzir 7 de setembro de 2010 21:38  

Meus parabéns pelo texto!

Como uma luz no fim do tunel da Educação, só me resta dedicar um "Blog de Ouro" para você. Veja lá no Saiba História!

Abraços, :-)

HSLO 8 de setembro de 2010 20:04  

Voltando aqui pra lhe deixar um abraço bem forte...

ah! hoje é dia da Alfabetização.

abraços amigo.

Marcio Nicolau 8 de setembro de 2010 20:20  

Educação é um setor estratégico. Estratégico porque está relacionado a quase todos os setores sociais. Estratégico porque há necessidade de estratégias que levam a resultados significativos, no que diz respeito a transformação social. Estratégico, porque, estrategicamente, os políticos se utilizam em seus discursos de campanha de mentirosos planos de educação (fáceis e rápidos), enquanto a sociedade anseia por educação.

Marcio Nicolau 8 de setembro de 2010 20:23  

Obrigado pela presença no InterTextual e parabéns por este espaço de ponderação. Tua lucidez me dá esperança.

De passagem, te digo, é verde a cor da minha esperança.

brasildobem 8 de setembro de 2010 21:07  

Amigo Valdeir, infelizmente nossa educação brasileira encontra vários entraves e o descaso do governo, muitas vezes, é proposital: pra que muitos brasileiros pensantes?
Bjs

Marcio Nicolau 8 de setembro de 2010 21:11  

Reciprocidade e não barganha, você tem razão. Que bom que a tua presença no InterTextual significa efetivo interesse. A recíproca é verdadeira, pode acreditar, falo com sinceridade.

Sinceridade que, a propósito, falta a relação governo X sociedade, sociedade X governo. Por isso, amigo, se estabelecem as tais barganhas: voto por tijolo, educação por cimento.

Vanessa 8 de setembro de 2010 23:09  

Valdeir, tenho uma ideia , que deve ter vindo de minhas leituras de Darcy Ribeiro, de que estes impecilhos são parte do plano para manter as classes onde estão, sem mobilidade. Assim o filho do gari, será gari, não importa quanto tempo passe na escola. Já o filho do prefeito, que aqui no Rio estuda na escola suiça, prefeito será.

abraço

Weslley Almeida 8 de setembro de 2010 23:49  

Hoje, o número de crianças na idade escolar, na escola, beira os 100%. Isto não é um dado ruim. Mas - como põe o segundo parágrafo - há muita maquiagem no que se refere à qualidade. "passar de ano" significa estar numa outra série e ponto. Não importa se huve aquisição de conhecimentos e saberes, pois não há - nem mesmo (muitas vezes) - desenvolvimento ético.
A qualidade depende de muitos fatores como salários dignos p/ os professores, boa formação destes, unidade escolar bem equipada etc. Mas os nossos representantes ficam botando dinheiro na cueca, meia, mala e viajando para cursos turísticos pelo Brasil. Professores não se mobilizam contundentemente. E os alunos... é... deixa pra lá...
Resta-nos, por agora, votar em quem prioriza - de fato - este item como meio primaz para uma revolução social: vamos lá...

Renato Orlandi 9 de setembro de 2010 01:26  

Eu concordo, tem um pretendente a governador dizendo que vai acabar com isso, mas está tão longe de ser eleito coitado... [cada um tem o seu próprio déficit educacional, o meu é não acreditar na política rs] Abraçooo!

Carlos Augusto Matos 9 de setembro de 2010 10:35  

Me dar muita dor dos ribeirinhos, da rotinha diária deles... Isso é Brasil, Brasil de políticos que vão a frente da Tv lançar suas magias ilusórias apenas para conseguir ser eleito, e depois não fazem nada...

Abração...

9 de setembro de 2010 16:05  

Nessas minhas andanças por esse Brasil fico indignada com tantos homens e mulheres que não sabem nem ao menos assinar seus próprios nomes. quantas crianças vi pelas estradas caminhando deibaixo de um sol escaldante indo para as escolas.
Mas para os governantes não muito lucrativo termos pessoas com diplomas.
Por isso temos que pensar bem ao chegarmos às urnas...mas em quem votar???
Parabéns meu querido e sempre amigo pelo texto e por seu brilhante trabalho tão escandalosamente mau remunerado.
Beijos e beijos!

Prof. Adinalzir 9 de setembro de 2010 21:47  

É isso aí, amigo! Um dos maiores empecilhos à Educação são as falsas promessas dos políticos nos programas eleitorais.

Valeu pela visita ao Saiba História!

Mente Hiperativa 18 de setembro de 2010 19:31  

É uma vergonha essa história de aprovar alunos que por motivos diversos não atingiram o conhecimento necessário e ensinado ao ano do ano letivo.

Onde o governo acha que vai chegar com isso? Em alguns bons números? De que adianta, na prática, um bom número?

Será que os países desenvolvidos (e não me refiro aqui somente à questão financeira) se preocupam com números? Ou com a Qualidade?

Onde vamos chegar com 'números'? Provavelmente não sairemos do lugar.

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