3 de janeiro de 2012

Eu Caçador de Mim, Sujeito-Objeto

O Eu é um sujeito em busca do seu objeto: Mim. O Eu se perdeu entre o muito amor e sua consequente emoção. Isso moldou o sujeito, transformando-o num ser dúbio: doce, mas atroz; manso, porém feroz. Tais características só se harmonizarão – ou aprenderão a conviver sem atritos – quando houver o reencontro entre Eu e Mim.

Desse modo, o Eu segue sua busca. Entretanto, é preciso cautela: o desbravamento à procura do novo, o emaranhar-se para encontrar o Mim necessário pode conter armadilhas. O sonho, porém, faz superar todas as dificuldades; ele leva longe, mas é a atitude do sujeito que impulsiona para a realização.

A caminhada chega ao fim, mas o sujeito ainda não atingiu seu destino: sua saga não logrou êxito. Só agora ele entende que para encontrar o objeto da caça, é necessário antes “descobrir o que me faz eu caçador de mim”. (Texto de Valdeir Almeida)

Texto inspirado na música Eu Caçador de Mim 

Intérprete: Milton Nascimento. Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão

Imagem: stock.xchng

12 comentários

Paulo 2 de janeiro de 2012 20:32  

Melhor impossível!
Um abraço

Evanir 3 de janeiro de 2012 00:04  

Agradeço o carinho e cordialidade
que recebi nessa passagem de Ano.
Todas as palavras não
expressa meu carinho e gratidão.
Obrigada por tanta sensibilidade de coração
muito feliz venho agradecer.
Uma linda semana a primeira de 2012.
Beijos carinhos.
Evanir.

Élys 3 de janeiro de 2012 13:08  

Esta música é linda e você soube bem aproveitar fazendo um texto muito bom.
A personalidade em busca do seu Eu verdadeiro.
Um grande abraço.

Anônimo 3 de janeiro de 2012 14:11  

Sensacional!

Eu acredito que nossa vida aqui na terra é na verdade uma eterna busca por encontrar a si mesmo. E também para saber viver consigo próprio - com todas as suas manias que nem sempre são aceitas.

Tenho uma frase bem apropriada para seu texto e a para essa bela música de Milton: "DEUS? Sou Eu".

Att.

Marcio Fontes

pauloveras 3 de janeiro de 2012 17:52  

Belo!!

ZilMar 4 de janeiro de 2012 16:37  

muito lindo seu texto...

profundo...


FELIZ ANO DE 2012!!!


MEU ABRAÇO...

Zil

J. Neto 4 de janeiro de 2012 20:34  

A música é um primor Valdeir!

Seu texto me faz refletir naquelas pessoas dúbias. Controversas. Contraditórias em si, que dizem querer uma coisa e, no íntimo, desejam outra diferente.

Nem sei dizer se é por mau-caratismo que são assim, porem, nota-se que, para essas pessoas sim, há uma busca enorme.

Abraços amigo!

LISON COSTA 5 de janeiro de 2012 20:52  

Saudações!
Amigo VALDEIR:
Você se superou. Ficou uma obra magistral.
O texto pode até sido escrito sob inspiração da música, mas, raramente veem-se textos, cuja essência é aberta ou velada. E você amigo, conseguiu com maestria construir essa preciosidade. Uns estudantes de escolas iniciaticas especialmente com graus avançados vão adorar lê-lo.
Parabenizo-o por mais um magnífico Post!
Abraços,
LISON COSTA.

mfc 5 de janeiro de 2012 22:57  

Analisaste um ponto importantíssimo... a dualidade que existe em cada um de nós e que tanto custa ( a alguns) a admitir!

Amanda 6 de janeiro de 2012 11:41  

Conheço pessoas muitos perturbadas psicológicas e espeiritualmente. Já convivi com gente assim e confesso: é muito, mas muito difícil você manter o juízo perfeito convivendo com gente desse tipo.

Essas pessoas são pessoas que não sabem quem são, não se conhcecem intimamente bem e, o pouco que se conhecem, não se aceitam.

É por isso que devem se encontrar consigo mesmas. Meu pai, antes de falecer, disse-me que quem não respeita a si próprio, não respeita ninguem. Ele estava certo.

Sofri na pele na minha convivência com pesspoas assim, e sinto até hoje saudades do meu pai. O único são dentro daquela casa.

Até +

Mary Miranda 6 de janeiro de 2012 18:28  

Que maravilhoso, Valdeir!!!!

Começo pelo final, que pegou em alguma parte dentro de mim inconfessável: "Só agora ele entende que para encontrar o objeto da caça, é necessário antes “descobrir o que me faz eu caçador de mim”.
Buscamos, é natural, mas o que nos impulsiona, o Eu ou o Mim?
Somos escravos de impulsos externos, mas não pensamos nas motivações fundamentais do ser. Amar... Mas o "quê" amar ou "quem" está amando?
É um caminho longo, contudo não menos florido, quando buscamos "ser" mais do que "estar" mais, uma vontade de achar o que andou escondido, como aquele elo perdido que não sabemos onde procurar...
No sentido darwinesco, diria que a seleção natural das espécies, que repele tudo o que é evidentemente fraco, cabe aqui também, quando buscamos nos situar enquanto humanos.
Tendemos a reforçar mais o que é plausível à sociedade e, nosso eu mais EU, fica em segundo plano!...

Nem vou continuar!
Estou extática e estática, e entenda ambas como algo vibrante e muito bom para mim, porque você me deixou realmente rendida diante de tal beleza e magnitude de seu texto!

Beijos, meu querido, notando que a glória dos maiorais está aí em você, a despeito do ano ter mudado!
Não poderia ter comemorado melhor esse Ano Novo, iniciando com post dessa magistratura!!!!

Obrigada pelo brinde!

Mary:)

Jezaine Teodoro da Silva Ferreira 19 de julho de 2012 11:34  

Parabéns! Amei seu blog e já estou te seguindo. Se quiser dê uma passadinha no meu blog também.
jezaine-teodoro.blogspot.com.br
Continue com este talento e Deus te abençoará.

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