28 de dezembro de 2011

O Significado do Ano Novo

O final de ano tem mesmo um envolvimento mágico: é uma conjunção de amor e esperança. Mas é preciso cautela: a magia pura é elemento de contos de fadas, e o amor verdadeiro – seja qual for o tipo – se conquista com tempo e confiança.

Não espere dezembro chegar para renovar as esperanças. Elas se revigoram em todos os momentos do ano, quando o trabalho nos faz galgar degrau por degrau.

Portanto, a magia das Boas Festas assemelha-se mais à euforia do que ao entusiasmo. Os eufóricos podem até encontrar por aí uma lâmpada mágica, mas deixam expirar os três pedidos com coisas desnecessárias, pois não estabelecem metas; seus desejos vivem ao léu.

Os entusiasmados, por sua vez, são mais comedidos: almejam, perseguem e conquistam seus objetivos, porque sabem quando se deve dar cada passo, e acreditam veementemente na força do trabalho.

E é justamente no trabalho que devemos nos fiar. Com ele, a sorte deixa de ser uma possibilidade para laurear uma certeza.

Viva o “espírito” do Ano Novo, confraternize, reascenda a sua fé. No entanto, não permita que o resultado inevitável seja a ilusão frustrante. Não confie no acaso, esforce-se para conquistar seus sonhos, e esforce-se AGORA. (Texto de Valdeir Almeida)

Feliz 2012 

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21 de dezembro de 2011

Palavra não-aspeada

Aquela palavrinha não estava dentro das aspas. O orador a introduziu fazendo com que toda plateia pensasse que o autor citado havia praticado uma ofensa grave contra a língua.

Nenhuma palavra vem ao mundo das ideias sem trazer consequências – maléficas ou benéficas. Portanto, por mais inocente que seja, o vocábulo não pode ser atribuído a quem não o enunciou.

O orador deveria ter levado isso em conta. O riso do público no auditório foi provocado não apenas pelo teor vulgarmente cômico da palavrinha, mas também porque é realmente risível um autor consagrado e sério cometer uma asneira linguística. A partir de agora, pelo menos para aquela plateia ignara, é essa a imagem que será associada ao escritor em comento: asno.

Não era necessário o orador – já tão badalado – deturpar uma frase com o intuito de se promover. Afinal, o escritor que teve o trabalho alterado não está mais vivo, não pode se defender e pedir retratação, embora o que há nos seus livros e na memória dos leitores digam, por si só, o estilo único com que ele escrevia. (Texto de Valdeir Almeida)

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15 de dezembro de 2011

Pagando para dormir

Marcos estava estudando na biblioteca da universidade, numa segunda-feira à tarde. Não conseguia se concentrar. O calor cozinhava seus miolos. Lembrou-se do shopping, do ar-condicionado precisamente. Atravessou a rua com o sol a afetar seu juízo. Poucos passos depois, já se encontrava naquele “oásis” de ar refrigerado do shopping (o frio desperta-lhe os sentidos; estimula sua inspiração).

Esparramou os livros sobre uma mesa da praça de alimentação. Não consumiu coisa alguma. Usou o espaço somente para ler. Mas, aos poucos, outro empecilho surgia: Marcos estava ficando sonolento. Seus olhos deslizavam pelas palavras e chegavam ao fim da página sem nada assimilar. E agora? Onde iria tirar uma soneca?

Ele teve um insight: foi até a pequena fila, a poucos metros dali. Pagou pelo bilhete. Entrou na sala de cinema lotada e barulhenta, como de praxe. O filme era de Jean-Claude Van Damme. Marcos apoltronou-se. Dormiu. (Texto de Valdeir Almeida)

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10 de dezembro de 2011

Sobre Amor à Primeira Vista

No primeiro contato, meus olhos viram você como uma pessoa comum. No segundo, meus olhos atentaram para algo novo e especial na sua figura. No terceiro, meus olhos e ouvidos notaram a maneira carinhosa e veemente com que você melodiava as palavras (antítese cativante).No quarto, meus olhos, meus ouvidos e meu coração estabeleceram um diálogo entre si para tentarem entender que sentimento era aquele que suscitava em mim. Nos tantos outros contatos seguintes, meus olhos, meus ouvidos, meu coração, meu corpo concluíram: é amor.

Felizmente, não fomos arrebatados pela paixão quando nos vimos inicialmente. Isso porque a paixão segue caminho oposto ao do amor: ela surge grande, eufórica, efusiva, e diminui gradativa e velozmente. Já o amor se constrói aos poucos: o tempo vai acolhendo os encontros, demonstrando as afinidades, registrando as experiências, descortinando os aromas da pele, revelando, por fim, que os corações já estão envolvidos. Por esse motivo, sou taxativo: não existe amor à primeira vista.
(Texto de Valdeir Almeida)

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7 de dezembro de 2011

Pintando a Vida, lançamento

Arthur era um jovem que vivia intensamente o presente e planejava um bom futuro. Inesperadamente, porém, sua vida muda por completo: um acidente o obriga a alterar seu estilo de vida e rever seus planos.

É esse o enredo de “Pintando a Vida”, primeiro livro de Josman Lima. Na obra, o autor faz uso da ficção para tratar de uma realidade nua e crua: a acessibilidade dos cadeirantes nas cidades, que não estão preparadas para acolhê-los. Além disso, demonstra que as pessoas com deficiência são capazes de superar seus próprios limites – talvez aí esteja o verdadeiro milagre e não apenas o de voltar a andar.

A história intercala reflexões existenciais, agilidade e humor em cenários que prendem o leitor do início ao fim. Isso é um retrato fiel do que pode ser o dia-a-dia do deficiente físico: as políticas públicas voltadas para eles ainda são pífias, o preconceito continua atuante, eles estão submetidos às mesmas aventuras e agruras de qualquer ser humano. Contudo, são capazes de despertar um talento que antes estava submerso na correria da vida de uma pessoa “normal”, e transformar esse talento em sua fonte de renda e de satisfação pessoal.  

Lançamento: O lançamento do livro "Pintando a Vida" ocorrerá no próximo dia 16 de dezembro, às 19h30. Local: Centro de Cultura Amélio Amorim, Avenida Presidente Dutra, nº 2222, Feira de Santana-Bahia.

Para entrar em contato com o autor, clique aqui.
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2 de dezembro de 2011

Sua Graça me Basta

O riso é mesmo contagiante. Ele arregimenta seguidores sem necessitar de palavras. Dê gargalhadas à toa e verá que até desconhecidos – apesar de você correr o risco de ser chamado de mal-educado – desencadeará a rir também.

É preferível o riso à tristeza. Aliás, até a tristeza pode saltar de alegria. Rir dos nossos próprios problemas não é desmerecê-los, é confrontá-los e demonstrar que são superáveis.

Profusas pesquisas científicas já atestaram o efeito positivo do riso na saúde física e emocional de quem o pratica. Então, se em suas relações o mau-humor reina, pague para rir um pouco: há salas de cinema especializadas nessa categoria de filmes, e existem teatros que valorizam o humor inteligente. É melhor investir seu dinheiro em algo que desperte seu próprio riso do que – chorando e se iludindo – você o entregue de mãos beijadas aos engravatados dos púlpitos, que gargalham, regozijando-se das ofertas recebidas.

O adágio é indubitavelmente sábio: “Rir é o melhor remédio”. Um remédio produzido pelo próprio organismo humano. É eficaz para combater muitas moléstias físicas. Ótimo para curar males emocionais. Portanto, em diversas situações, o riso já é suficiente, a sua graça já basta (rsrs).

(Texto de Valdeir Almeida)


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