25 de outubro de 2011

Pela Janela

Não deis aos pombos,
Dai a mim,
Não migalhas, 
Não miolo. 
Dai-me todo, 
Dai-me os grãos cozidos, 
Dai-me o pão. 

 Poema de Valdeir Almeida, publicado no livro Memorial Poético de Feira de Santana, 2001.

 Imagem: stock.xchng

10 comentários

Elisa 25 de outubro de 2011 15:29  

Lindo!

Depois de mestre não sabia que também eras poeta! Olha!!! :D

Beijos

Gisa 25 de outubro de 2011 17:52  

Dar o pleno. Bom.
Um grande bj

Janeisa Tomás 25 de outubro de 2011 18:17  

Parabéns, belo poema, tens todo o direito de ganhar o pão todo, depois de frases tão simbólicas.
Bj

Weslley Almeida 25 de outubro de 2011 22:23  

Ê...!! Celebro a presença da poesia (forma)de sua autoria aqui no seu blog! Pois há poesia nas prosas, e nas suas, não faltam.
Incita muita coisa esse pequeno-potente poema, mas fico como o verso "dai-me o todo". Pois me remete a importância da integralidade das nossas vidas, do que se deseja receber e dar. Dar-se por inteiro à vida; e receber dela tudo que tem pra nos dar!
Abraço, Val!

Rute 26 de outubro de 2011 00:10  

Parabéns pela poesia!
Com certeza a retorno quando se dá o pão a quem precisa.
Beijos

Mônica 26 de outubro de 2011 10:38  

Valdeir
Que poema gostoso.
Tenho certeza que foi premiado!
O que está em mim são as pessoas que moram nos lugares por onde meu blog anda e com isto ganhei gratuitamente muitos amigos e amigas
com carinho e amizade de Monica

Élys 26 de outubro de 2011 13:32  

Vejo aí, a amizade que tem de ser integral.
Muito bom. Parabéns!...
Um abraço

mfc 26 de outubro de 2011 18:01  

E porque temos que pedir e não exigir esse direito?!

LILIANE 27 de outubro de 2011 14:38  

nossaaaaaaaaaaaaaaaaaa, que lindooooooo!

simplesmente perfeito!
o todo.
como isso é importante.
o todo, o inteiro, o melhor.

parabéns Valdeir.

Mary Miranda 28 de outubro de 2011 16:21  

Que perfeito, Valdeir!

Você sintetizou em poucas palavras o egoísmo humano.
Muitas vezes ajudamos a quem está em outro canto perdido desse mundão, e não olhamos para o lado, notando o semelhante que sofre.
Eu não jogo pão para os pombos, literalmente falando, não por ser boazinha, mas porque não quero alimentar doença urbana.
E se eu for dar algum pão a alguém, amigo, com certeza não serão migalhas; "Gente é pra brilhar, e não para morrer de fome", como dissera o seu conterrâneo Caetano Velloso, em seu apogeu de inspiração.

Beijos, querido, e meu agradecimento pelo momento refelxivo que nos permitiu!

Mary:)

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