13 de agosto de 2011

Coração na cruz – altar particular

Tua dúvida não é se me amas ou não. Sei que teu sentimento por mim é muito claro. Tua indecisão é se deves revelar-me como tu me guardas em teu coração: com amizade singela ou com amor romântico.


Lembro-me lacrimosamente de quando tu me pediste para apagar a luz e puseste “meu frágil coração na cruz”, no teu “penoso altar particular”. Um lugar quase inatingível: onde tua vista alcança meu coração, mas tu não podes tocar nele. Por que o medo do toque? Acaso, inevitavelmente, acabarias admitindo com teu corpo aquilo que tuas palavras tentam silenciar?

Meu bem, tira meu coração do altar. Arranca-o logo da cruz. Não suporto o sacrifício. Dize-me o que, de fato, sentes por mim. Já despetalei várias flores tentando encontrar a resposta. (Texto de Valdeir Almeida)


Texto inspirado na música de Maria Gadú, Altar Particular, que traz versos memoráveis, como estes:

Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular
........................................................................................

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
......................................................................................

Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor




Letra, música e interpretação de Maria Gadú



(Texto de Valdeir Almeida)
 


13 comentários

Wanderley Elian Lima 12 de agosto de 2011 19:10  

Olá Valdeir
Nada pior que viver na dúvida sobre o sentimento de alguém para conosco. Angustiante.
Grande abraço

Mônica 12 de agosto de 2011 20:09  

Ambos lindo. O que escreveu e o que a musica diz.
Amei!
com carinho Monica

Artes e escritas 13 de agosto de 2011 00:25  

Bonito, deixa o coração liberto. Um abraço, Yayá.

Weslley Almeida 13 de agosto de 2011 02:56  

A emoções e suas complexidades! Quando o nosso coração está no altar de outrem, nos sentimos impotentes; mas se o fato for recíproco, não há o que temer: só o que viver (o que tod@s esperamos).
Boa intertextualidade, Val!
Espero por outras...!
Té!

Élys 14 de agosto de 2011 10:53  

Uma bonita forma de falar de amor e você com a música conseguiu se inspirar para complementar este momento em que a duvida está presente.
Um abraço.

Rute 14 de agosto de 2011 18:46  

Lindas linhas transcritas, parabéns!
Seja sempre bem vindo meu querido amigo!
Beijos, ótima semana a vc.

LISON COSTA 15 de agosto de 2011 08:45  

Saudações!
Amigo VALDEIR:
Todas as duas peças decoradas pelo amor são fascinantes. Belas.
Mas, com sinceridade, quando terminamos de lê-las parece que o coração é invadido por uma força benfeitora despertando-nos para a ternura imprescindível para vermos a nós e ao próximo com muito mais amor.
Parabéns por mais um excelente Post!
Abraços,
LISON.

Zil Mar 15 de agosto de 2011 14:44  

Lindo demais!!!!!

como é bom escrever o que se sente...e ter como inspiração uma canção tão bela...


meu carinho...desejo que sua semana seja ótima...

Zil

Elenáro 15 de agosto de 2011 20:18  

Olá Valdeir,

Em relação ao desafio, tudo na boa! Sem qualquer problema. :)

Um abraço!

Esplendor da Criação 15 de agosto de 2011 21:28  

Profundo demais a união do texto com a música. Brotou do coração sua inspiração. Obrigada pelas palavras deixada em meu blog. Uma ótima semana pra você. Bjs.

Prof. Adinalzir 15 de agosto de 2011 22:52  

Ando meio sumido, mas olha eu por aqui! Tudo bem?
Linda música e um lindo texto. Gostei! Meus parabéns!

Eloah 16 de agosto de 2011 17:25  

Adorei! Somos assim inseguros, querendo sempre mais a prova que somos amados.Deixar de lado este sentimento e viver plenamente conforme as circunstâncias e o momento clareia a alma e alimenta o coração.Ser feliz de nós depende.Grandes voos.Um forte abraço Eloah

Mary Miranda 17 de agosto de 2011 19:45  

Querido Valdeir,

Só você mesmo para me fazer apreciar algo feito por Maria Gadu (não gosto de sua músicas, nem a considero isso tudo que a mídia diz; para mim, não passa de "blá-blá-blá"!).
Porém, eis o mérito inteiro seu, ao inspirar-se em uma letra que admito bela dessa moça, pondo você o jogo nas letras, como tão sobriamente sempre faz!
É uma grandiosa construção, que tem em mim, as minhas mais enfáticas reverências!
E um dos comentários de seus leitores trouxe uma informação dadivosa, que repito aqui, sobre sermos sempre inseguros quando amamos, numa sede insaciável que temos de prova de sentimento.
Tudo muito claro: é amizade ou é amor (adorei isso em seu texto!), mas há sempre uma entrelinha no que sentimos, que nos empurra para a solidão de achar que há um segredo inconfessável por parte do outro.
Inventamos um mistério que não existe; é apenas nossa loucura de sermos correspondidos.
Mas fazer do amor um Deus adorado em altar, que é "intocável" e santo, nos deixa deprimidos porque preferimos o paganismo do amor comum, sem idolatria, mas um sentimento real!

Bem, querido, sabe que acabo me empolgando e escrevendo um comentário-post! rsrsrs
Páro por aqui, então!

Grande beijo!
Adorei de verdade seu post!!!!

Mary:)

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