24 de março de 2010

Borboleta prende homem em Feira de Santana



A borboleta impediu que o homem prosseguisse a caminhada. Ele tentou esquivar-se de todas as formas. Dava agressivas barrigadas. Folgava o próprio corpo com as mãos. Mas todo aquele ridículo esforço foi inútil. O homem acabou preso pela borboleta.

Muitas pessoas estavam no local. Todas observavam a cena atentamente. Algumas ficaram tensas. Outras deram gargalhadas. Mas ninguém tentou ajudá-lo. Só queriam continuar vendo aquele homem preso pela borboleta.

Por fim, o cobrador conseguiu destravar a borboleta. O homem, envergonhado, passou. Pagou a passagem. Minutos depois, desceu do ônibus. Ali, no Terminal Central de Feira de Santana. E ele nunca esqueceu o dia em que foi preso pela borboleta.


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20 de março de 2010

Professores de Inconsciência


Os professores de inconsciência não participam de mobilizações. Pelo contrário, aproveitam esses momentos para ficarem em casa, assistindo à Sessão da Tarde ou para viajarem, como se estivessem em plenas férias.

Ainda assim, tais docentes são contemplados com o aumento salarial resultante das reivindicações. E para justificarem a falta de engajamento, eles tripudiam, afirmando que o valor do reajuste é insignificante. De fato, os professores de inconsciência não precisam de um reles reajustezinho, afinal eles complementam a renda vendendo roupas e bugigangas aos colegas-coniventes em plena sala de professores.

Como se vê, os professores de inconsciência colaboram para a queda da qualidade da profissão. Emperram as melhorias para o dia-a-dia da classe. Além disso, permitem que toda a categoria seja achincalhada por governantes e sociedade.

Se fosse possível comprar e revender consciência como se comercializam roupas, certamente uma considerável percentagem dos problemas inerentes à classe de professores estaria resolvida. Mas como não há loja de consciência, os problemas continuam. (Texto de Valdeir Almeida)



P.S¹. Os professores de inconsciência não abraçaram a causa da Educação. Pelo contrário, estão em sala de aula por falta de alternativas (embora alternativas sempre existam, como mudar de profissão).

P.S². Este meu manifesto nada tem a ver com os verdadeiros professores (que, felizmente, são maioria). Minha indignação é com aqueles que se infiltram na classe para manchar o nome dessa profissão tão digna. É necessário admitir que há esse tipo de mau-profissional entre os docentes.




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17 de março de 2010

Alma Gêmea: o reflexo do amor


A frase “O amor é lindo” não é clichê de floricultura. Quem está disponível para amar sabe dos benefícios desse sentimento. Contudo, há quem transforme o amor em um objeto para compensar as próprias perdas.

A situação acima revela o conceito deturpado de “alma gêmea”. Se é gêmea, é porque existe outra. São duas almas. Duas pessoas possuidoras de personalidade, experiência e pensamento próprios que precisam ser preservados. O fato de ser gêmea, portanto, não anula a individualidade (que é diferente de individualismo).

A respeito disso, veja o que ensina a poesia Amai-vos, de Gibran Kahlil:

Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.
Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.

Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos, e sede alegres, [...]

Veja na sua alma gêmea o reflexo de um amor comum e não o espelho de si mesmo.


Imagens: Stock photo
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14 de março de 2010

Eternos Professores


Na minha vida de estudante, presenciei alguns professores se afastarem da função. Os motivos eram variados, como aposentadoria e exoneração voluntária.

Independentemente das razões, a saída desses mestres foi dolorosa para mim. Isso porque os ensinamentos que eles transmitiam eram aprimorados com doses de afeto. Tal mistura contribuía para que os alunos compreendessem melhor o conteúdo ministrado.

Até quando se afastaram, esses educadores nos deram uma grande lição: não existem ex-professores. O que há são mestres que se ausentaram fisicamente da sala de aula, mas que estão presentes através da sabedoria e do amor que nos passaram. (Texto de Valdeir Almeida)



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7 de março de 2010

A amizade são horas vivas


“O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio”.



Há pessoas que fazem dos amigos cúmplices (ou vítimas) no crime de matar o tempo. Transformam-nos em companhias superficiais, colegas de chope. Mas um dia, quando precisarem de ouvidos e ombros, lembrarão do tempo perdido. Só que será tarde demais: as horas já estarão mortas e sepultadas.

Valorize seu amigo, agora!


Imagens: Stock photo


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1 de março de 2010

Como surgem as calúnias contra pessoas comuns?


Os famosos são vítimas frequentes de calúnias, geralmente implantadas por jornais sensacionalistas ou por concorrentes desleais. E como nascem os boatos contra as pessoas comuns?


A principal fonte de calúnias contra quem não tem destaque popular é a inveja. Alguém pode não suportar o fato de outra pessoa ter ou ser algo que ele não conseguiu. Assim, em vez de transformar a inveja numa força para conquistar os próprios sonhos, o caluniador prefere “detonar” o outro. Monta uma logística de boatos tão aprimorada que a maioria das pessoas que escutam acha que se trata de uma realidade.

Quem sustenta a indústria de boato das celebridades são leitores de revistas e telespectadores de programas de fofoca. Do mesmo modo, as calúnias contra gente do povo sobrevivem porque têm seus consumidores. Esses consumidores são os indivíduos que escutam um burburinho sobre um amigo, ou um colega de trabalho, mas não questionam se aquilo é verdade. Pelo contrário, vão fazendo os mesmos comentários nas rodinhas de conversa e afirmam com convicção que é um “fato verídico”.

Tanto os geradores de boatos quanto quem os retransmitem são inescrupulosos sem nenhuma expectativa de futuro. São o cruzamento de vermes com sanguessugas: além de não trabalharem para construção de objetivos pessoais, destroem reputações. Porém esses invejosos esquecem que tal ato constitui crime tipificado, previsto no código penal. Portanto, quem cria calúnias ou as divulga está sujeito a processo e detenção.



Veja o que determina alguns dispositivos do Código Penal a respeito do crime de calúnia:

Art. 138. - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

Art. 141. - As penas cominadas neste Capítulo [que versa sobre Calúnia] aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
.........................................................................................................................
III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.


Imagem: Stock photo

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