24 de fevereiro de 2010

Sobre Jardim e Borboleta


Jardim e Borboleta

Era uma vez
Uma borboleta
Que voou por terras alheias
E encontrou no lugar de destino
Um jardim em primavera.
Viu ali espinhos e abrolhos
Mas também flores
Jamais vistas tão belas
Ela recepcionar.
Viveu neste
Tornou este
Seu habitat
Até a chegada
Do inverno
Frio inverno
Que fez a borboleta bela
se ausentar...
Sol
Quiçá um dia retornas...
E vem nos esquentar.



Seja fruto de uma licença poética ou de minhas divagações, interpreto os versos de Weslley da seguinte forma:

Vejo um ser humano na pele de uma borboleta, ou seria uma borboleta evoluída?

Nós, os humanos, somos assim mesmo. Voamos por terras alheias (outros lugares, sejam físicos ou filosóficos), em plena primavera. De fato, lá encontramos espinhos, mas há muitas flores, cujas cores se misturam com as nossas. Justamente por isso nos identificamos com esses jardins alheios em plena primavera.

Mas veja só, a primavera foi embora. As flores não têm mais as mesmas cores de antes, não possuem mais as nossas cores. É hora de ir embora e procurar outros jardins que sejam firmes diante das mudanças das estações. É preciso partir à procura de outras coisas/pessoas com que/quem nos identificar. (Texto e Valdeir Almeida)


Imagem: Stock photo
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19 de fevereiro de 2010

Professora de 100 anos morre após receber diploma


A senhora de 100 anos de idade não saiu no “Jornal Nacional” nem em outro programa de repercussão popular. Afinal, o que ela fez de diferente não foi saltar de paraquedas ou participar do Rally Paris Dakar, mas simplesmente ter se formado como professora, apesar da idade centenária e, no dia seguinte, falecido.

O sonho de receber o diploma de curso superior sempre a acompanhou. Ela já era professora, mas cursara somente o ensino médio; por isso, lecionava apenas para crianças. E, ao entrar na universidade, já estava aposentada havia anos.

Mas ela concluiu o curso. Graduou-se. Não usufruiu o que o sonho lhe deu, mas experimentou o gosto de conquistá-lo. Professora: guerreira. (Texto de Valdeir Almeida)

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18 de fevereiro de 2010

Voltei


Parece que a “necessidade” e o “sofrimento” são quase sinônimos. Essa frase inicial foi só mesmo para dizer que durante minha ausência necessária da blogosfera, fiquei com muitas saudades.

Agradeço a todos que durante esse período me enviaram mensagens. Obrigado!!!

E, para recomeçar, eis meu primeiro texto de 2010:



A realidade é uma obra de arte.





“Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu”.
FRANCISCO OCTAVIANO


"Não existe realidade, existe apenas a realidade que se percebe".
TOM PETER



Experimentar somente alegrias na vida é impossível. Adversidades sempre farão parte dela. Isso o poeta Francisco Octaviano sabiamente consegue demonstrar através dos seus versos. Se em nenhum momento da história de alguém a vicissitude não apareceu, é porque ele não foi humano, mas apenas espectro (ilusão, holograma) humano.

Já a frase de Tom Peter, parece contradizer a tese de Octaviano. Mas ao afirmar que a realidade não existe, Peter não a está negando, mas apenas dizendo que nós podemos recriá-la, transformá-la da maneira como nós a percebemos. Como se chama isso? Arte.

Podemos transformar a realidade (a favorável e/ou a desfavorável) numa matéria prima para fazer das nossas vidas obras de arte. Lembremos que a arte é bela, mas há obras simples e outras complexas. Ou seja, as alegrias e as adversidades sempre nos trazem lições de vida (=realidade). E o que é a vida, senão uma obra de arte?
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