9 de setembro de 2010

O Amor Liberta (cf. Renato Russo, Camões e Paulo)


Jesus é a manifestação de Deus. E como Deus é amor, Jesus é a personificação do amor. Por isso, é contraditório utilizar o nome de Cristo para julgar, como fazem algumas religiões. O próprio Jesus recomendou: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados.” (Mateus 7:1).


O julgamento atenta contra o respeito ao próximo. Respeito que perpassa pelo amor como princípio, meio e fim para a harmônica existência da sociedade. Sobre isso, Paulo, o amável seguidor de Cristo, disse:

Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.

Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.

Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.

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Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá.

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Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o AMOR. Porém a maior delas é o AMOR.
(Bíblia Sagrada, 1 Cor. 13)


Essa passagem bíblica e o Soneto 11, de Camões, inspiraram Renato Russo a compor a música Monte Castelo:


É isso mesmo. Só o amor conhece o que é a verdade. E conforme Jesus – o ser personificado do amor – a verdade liberta (João 8:32 ). Logo, o amor nos tira das prisões provocadas por ideologias preconceituosas e excludentes. Um exemplo dessas ideologias são determinadas religiões equivocadamente designadas de cristãs que afirmam pregar o cuidado ao próximo, mas destilam seu ódio contra pessoas que não rezam na mesma cartilha delas. É o oposto do amor libertador.


P.S: Ao contrário do que pensam (ou querem) Jesus não era (nem é) portador do religiosismo. Seria inconcebível o Deus que é o Amor em pessoa ficar preso em igrejas, sobretudo as que determinam que tipo de pessoa é digna de ser amada.



15 comentários

Wanderley Elian Lima 10 de setembro de 2010 06:54  

Olá Valdeir
Muito se fala em amor, mas pouco se pratica. Amar para mim, é sobretudo, respeitar o outro como é, sem esperas e sem cobranças. É ser solidário e fraterno.
Grande abraço

Leonardo Oliveira 10 de setembro de 2010 08:47  

Parabéns pelo post!!! Ele me ajudou a começar melhor o dia.

Neto 10 de setembro de 2010 09:57  

Valdeir!

Seu texto me fez lembrar uma verdade máxima:

De que adianta saber ler, ter boa leitura, saber interpretar mas não saber amar?

E como há pessoas nesse mundo assim...

Daniel Savio 10 de setembro de 2010 16:51  

O pessoal acabou usando Deus para justificar as próprias atrocidades que chamam de justica, ou de verdade, que não passar de apenas uma forma de subjulgar o povo...

Fique com Deus, menino Valdeir.
Um abraço.

brasildobem 10 de setembro de 2010 19:06  

Lindo texto, a sensação que me deu em lê-lo é como se tivesse lendo uma oração, sem dúvida me deixou mais fortalecida.
Grande abraço.

Marise von 10 de setembro de 2010 21:50  

Valdeir,

Deu pra matar a saudades, fazia muito tempo que não ouvia uma música do Renato Russo...
Bons tempo, lembrei do tempo que morava no sul.
E, 1Cor.13, a passagem bíblica que mudou a minha vida.
Abraços e um excelente fim de semana.
Marise.

Eduardo Medeiros 10 de setembro de 2010 22:21  

Olá Valdeir, tudo bem? Obrigado por seguir meu blog Olhar o Tempo. Vim conhecer seu espaço e gostei muito do conteúdo. Este texto sobre amor e julgamento está excelente. Jesus mesmo diz em uma passagem do Evangelho: "Eu a ninguém julgo..." E também não gosto da figura de Deus como um severo juiz pronto para bater o martelo e condenar alguém ao inferno por não ter seguido determinada religião ou não ter seguido determinadas regras criadas pelo próprio homem que se fora Deus a inventá-las.

abraços

Rute 10 de setembro de 2010 23:22  

AMOR GIBRAN
Ao ler seu maravilhoso texto lembrei-me de - Gibran Kahlil Gibran -
"Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.
Que haja, antes, um mar ondulante entre as praias de vossa alma.
Enchei a taça um do outro, mas não bebais da mesma taça.
Dai do vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres,
mas deixai cada um de vós estar sozinho.
Assim como as cordas da lira são separadas e no entanto, vibram na mesma harmonia.
Dai vosso coração, mas não o confieis à guarda um do outro.
Pois somente a mão da Vida pode conter vosso coração.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis demasiadamente.
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente.
E o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.
- Gibran Kahlil

O amor é tudo na vida do ser humano. Cabe cada um de nós amamos um a o outro. Pena que não é isso que acontece. Falta amor nas pessoas.

Obs: Sim meu amigo tenho medo de andar de barca, fico apavorada. rsrs..
Beijos,ótimo final de semana a vc.

Marcio Nicolau 11 de setembro de 2010 16:41  

Sim e o Deus, como há pouco eu disse noutro blogue, se manifesta ao homem através do próprio homem, ele está em todas as coisas. Minha religião é o ser humano.

"...me cobrir de humanidade me fascina
e me aproxima do céu..."

Vagner Lopez 11 de setembro de 2010 17:03  

Caaaracaaaa, meu brother!!! Arrasou! Eu tinha acabado de dizer a mesma coisa no blog de uma amiga. Cristo veio anunciar o evangelho do Reino e não religião ou religiosidade. A religião separa o homem de Deus e separa o homem de viver em hormonia com seu o igual. Cristo veio falar de um amor incondicional, sem excluir.
Em nome da religião, ou religiosidade, muitos homens, ao longo da história, executaram atitudes bizarras e atribuíram como sendo "a vontade de Deus". Mataram, excluíram, estupraram, queimaram, apedreijaram, explodiram... Derramam sangue inocente dizendo ser a vontade de Deus, somente pra fazer valer os interesses de sua religião, de sua placa na frente de uma instituição que se denomina "igreja".
"Só o amor conhece o que é Verdade", e Verdade é a vida de Jesus em suma, em toda sua essência, existência e Glória!

Grande abraço!

12 de setembro de 2010 10:59  

Jesus é nosso mestre do amor. Bjss

Carlos Augusto Matos 14 de setembro de 2010 02:00  

O amor é fogo que arde sem se ver... O que falta ao ser humano, é saber amar...

Abração...

Eurico 23 de setembro de 2010 15:48  

Não julgar já um bom começo, depois tolerar, em seguida compreender, depois acolher, e qdo menos se espera... amar.

Abraço fraterno, Mestre.

Éverton Vidal 19 de setembro de 2011 09:34  

Essa música diz tudo. Aliás, o Renato tinha um tato espiritual que poucos cristaos tèm.

marcos rufino de oliveira 12 de dezembro de 2011 15:50  

ha pessoas q por estar dominada pelo fanatismo,segas pelas religioes e seus profetas embreagados.se distanciam mais e mais da verdade,por alimentarem um Deus miseravel e sadomazoxista,q se alegra com tais oferendas como;andar de joelhos por mais de 10 km,deixar de se deliciar de uma boa comida,se afogarem em oraçoes repetitivas e se tornando mais um louco a procura de salvação! lempre-se q o verdaddeiro Deus jamais agradou-se com sofrimento de nos homens.Deus agrada-se com coisas boas,e não com cascas de feridas,ou bagaços de cana,como disse o grande filosofo RUBEM ALVES.o fanatismo nos impede de aprofundarmos nas belezas da vida,das boas cançãos,das boas comidas,das lindas poesias,e outras belezas mais,hoje descobrir q os religiosos se tornaram deus e diabo,por criarem um paraiso ilusorio q abricará um povo formado de prostitutas,ladrões,assasinos,estrupadores,pedofilos e outras coisas mais,por se arrependerem no seu ultimo suspiro de vida.diabo por achar q tudo esta neste planeta é mal.irmãos se delicie com as letras espirituais destes grandes poetas,CAMOES,RENATO RUSSO,LAFONTAINE e outros.........marcos rufino montes claros mg

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