24 de fevereiro de 2010

Sobre Jardim e Borboleta


Jardim e Borboleta

Era uma vez
Uma borboleta
Que voou por terras alheias
E encontrou no lugar de destino
Um jardim em primavera.
Viu ali espinhos e abrolhos
Mas também flores
Jamais vistas tão belas
Ela recepcionar.
Viveu neste
Tornou este
Seu habitat
Até a chegada
Do inverno
Frio inverno
Que fez a borboleta bela
se ausentar...
Sol
Quiçá um dia retornas...
E vem nos esquentar.



Seja fruto de uma licença poética ou de minhas divagações, interpreto os versos de Weslley da seguinte forma:

Vejo um ser humano na pele de uma borboleta, ou seria uma borboleta evoluída?

Nós, os humanos, somos assim mesmo. Voamos por terras alheias (outros lugares, sejam físicos ou filosóficos), em plena primavera. De fato, lá encontramos espinhos, mas há muitas flores, cujas cores se misturam com as nossas. Justamente por isso nos identificamos com esses jardins alheios em plena primavera.

Mas veja só, a primavera foi embora. As flores não têm mais as mesmas cores de antes, não possuem mais as nossas cores. É hora de ir embora e procurar outros jardins que sejam firmes diante das mudanças das estações. É preciso partir à procura de outras coisas/pessoas com que/quem nos identificar. (Texto e Valdeir Almeida)


Imagem: Stock photo

26 comentários

Wanderley Elian Lima 24 de fevereiro de 2010 20:44  

Olá amigo
Nada melhor para uma borboleta que um jardim na primavera.
Abração

HSLO 24 de fevereiro de 2010 21:23  

É preciso sempre tentar o novo, o desconhecido sem medo de ser feliz, pois sempre existe um aprendizado.


abraços

Hugo

Renato Orlandi 24 de fevereiro de 2010 21:38  

Neeh

A sua interpretação foi melhor que aminha hsuahsuhau,
adorei, tudo faz mais sentido agora, até reli o poema ... rs

Bela lição!
Abçç!

Diego Borges 25 de fevereiro de 2010 00:28  

É vero caro amigo Valdeir ! é sempre bom conhecer mais pessoas com as quais possamos criar laços duradouros.
Um grande abraço !!!:)

Luciano A.Santos 25 de fevereiro de 2010 09:53  

Valdeir,

Creio que nós, humanos, sempre procuramos por um jardim, por um ambiente agradável onde repousarmos, apesar de nem sempre encontrarmos este lugar.

Grande abraço.

Neto 25 de fevereiro de 2010 12:34  

A coragem de inovar é uma grande virtude em todos os momentos.

Ah! e já ia esquecendo... Parabéns pelo novo PR do Ponderantes, Valdeir! :-)

Abraços

Joicinha 25 de fevereiro de 2010 14:28  

Adorei a sua interpretação. É preciso arriscar sempre!!

Gostei do seu blog, já estou seguindo!!!

Aproveito para convidar a conhecer meu cantinho As Peripecias do Mundo

bjs

Joicinha

Silvana Nunes .'. 25 de fevereiro de 2010 16:41  

Que mimosa. Linda poesia.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom dia para você.
Saudações Florestais !

Silvana Nunes .'. 25 de fevereiro de 2010 16:42  

A natureza está sempre nos ensinando.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom dia para você.
Saudações Florestais !

Andreia 25 de fevereiro de 2010 18:10  

Lindo e sádio poema!
Somos como as borboletas, sempre a procura
de um lugar seguro onde possamos fincar nossas raízes!
Querido, te espero dia 28 hein!!!
Beijo na alma e fique com Deus...

Mari Amorim 25 de fevereiro de 2010 19:30  

Ola amigo!
Se vc puder
Está acontecendo até o dia 07/03 a BlogagemColetiva,
proposta pelo blog http://fio-de-ariadne.blogspot.com
Meu Oscar Vai Para:
Venha conferir e comentar minha participação no:
http://sempretensoesamorcontos&causos.blogspot.com/
Boas energias
Mari

Weslley Almeida 25 de fevereiro de 2010 20:08  

Parceiro/amigo Valdeir!
É bom quando alguém da sua maestria literária pára pra reffletir numa poesia deste iniciante poeta que sou.
Suas percepções enriquecem os significados e sentires que o texto pode suscitar no anímico do nosso ser.
O que me chama à atenção na sua esplanação é o fragmento "encontramos espinhos, mas há muitas flores". Saber perceber as flores no meio dos espinhos é crucial para os voos borboléticos do existir...
Engraçado: esta é a primeira vez que comento um comentário sobre minha poesia... rsrs...!

Alma Inquieta 25 de fevereiro de 2010 20:52  

Olá Amigo Valdeir!

Obrigada pelo poema... é lindo!
Parabéns ao Weslley Almeida!
Sabes, primavera é sempre que temos um sorriso no rosto!
Desejo que haja sempre primavera e flores na tua vida Amigo!

Uma boa noite e um beijo!

Lugirão 25 de fevereiro de 2010 21:57  

Valdeir, é preciso estar aberta para o novo sempre.

Li o seu recado e vim aqui dar um olá. Estou um pouco afastada da net.

É sempre um prazer te visitar.

Bjos

Tony 25 de fevereiro de 2010 23:25  

Oi Valdeir,

Estou aqui visitando seu espaço. Tem muita coisa boa por aqui. Eu voltarei!!!!

Abraço,

Reflexo d Alma 26 de fevereiro de 2010 08:04  

Olá passando pra te ler
e te convidar pra aceitar minha provação
Mas só percebe
quem aceita a
pro-
vo-
ca-
ção...

Bjins entre sonhos e delírios

Elisa 26 de fevereiro de 2010 09:54  

Professor!!!... Que lindo texto!!!

Suas estórias me fazem refletir muito sobre a vida!... Amo amo! rs

Bom saber que voltou... ando ocupada, mas sempre que puder venho aqui! Bjos

D i c a 26 de fevereiro de 2010 17:59  

A borboleta em si, só, já dá pra fazer uma analogia de significados e interpretações.

Percebi sua ausência, andei também longe daqui.
A vida que anda louca demais!
beijo

Anônimo 27 de fevereiro de 2010 08:36  

Professor. Li seu comentário em carmodacachoeira.blogspot.com e, passei para lhe visitar e agradecer. Um ótimo final de semana, estensivo a todos os seus seguidores e/ou colaboradores. Luz, Paz e Harmonia. Apareça sempre que puder. Sua visita nos ilumina e nos traz, sempre, imenso prazer.

Alma Inquieta 27 de fevereiro de 2010 10:10  

Olá meu Amigo!

Venho visitar-te para desejar um lindo fim de semana... cheio de sol...!
Se puderes manda algum, porque por aqui pelo Porto... o tempo está muito mau..., chove bastante acompanhada de um vento terrível...!!!

Um beijo enorme.

Daniel Savio 27 de fevereiro de 2010 16:15  

Mas algumas borboletas são mais especiais que outras...

E não avacalha, apesar de trabalhar pouquinho agora (devido a estar de sem muito o que fazer) faço o meu horáro certinho, já o colega que está sacaneando o horário dele...

Hua, kkk, ha, ha, é sério a parte do colega, mas até que tenho uns sonhos meio sem noção, teve até um que entrei porrando um monstro...

Fique com Deus, menino Valdeir.
Um abraço.

jefhcardoso 28 de fevereiro de 2010 12:07  

Valdeir, muito legal o conjunto (foto, texto e comentário de impressão) Achei bem legal este formato de trabalho. Parabéns. E de minha parte, além de tudo que já colocou em sua explanação, eu vi também a questão dos momentos, das estações que se sucedem na vida.
Abraço, amigo e muito obrigado pelo quanto tem me incentivado!

Luma Rosa 28 de fevereiro de 2010 22:33  

Temos as nossas estações, com primaveras em festas e outonos em introspecção. Verão de luzes e invernos para repouso! E como você interpretou, para novos caminhos abrir! Boa semana! Beijus,

Andreia 3 de março de 2010 00:30  

Olá Valdeir!
Eu é que te agradeço por tua presença tão ilustre
nesta lida festa!
estou tão feliz, não esperava tanta reciprocidade!
Que esta corrente se mantenha firme e se propague
por ai afora.
Mil beijos na alma e obrigada por ser este ser tão lindo que és!

VELOSO 5 de março de 2010 02:04  

Amigo estou me sentindo como a borboleta estive afastado de muita coisa durante mais de vinte anos um longo inverno mais agora estou voltando agora pra ficar... valeu a visita e comentário no baú!

Joicinha 7 de março de 2010 00:48  

E que venha o novo sempre
A borboleta é o símbolo da transformação.. então que venhaaaaaa

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