17 de julho de 2009

Gripe H1N1: os números olímpicos da pandemia


Atualmente, a pauta predominante nos telejornais é a gripe H1N1. Neles, os números de contaminados são atualizados minuto a minuto.


Imagine alguém, vindo de outro planeta, chegando aqui neste momento. Ao assistir a números tão faraônicos e velozes (envolvendo todos os países) acreditaria que a Terra estivesse no período olímpico.

As comparações são inevitáveis. Os Estados Unidos, que em Olimpíadas quase sempre estiveram no topo da lista de medalhas de ouro, agora também encabeçam a classificação da gripe H1N1. A grande surpresa é a Argentina (rival histórica do Brasil) que está em segundo lugar. Nosso País (como sempre – e agora eu digo, graças a Deus) não está entre os primeiros lugares.

Ao contrário das Olimpíadas, o empenho em relação à pandemia é que o número de infectados decresça. Para tanto, empreendem-se todo o esforço possível. O Brasil, renomado por desenvolver pesquisas que redundam na produção de medicamentos de reconhecimento internacional, também luta para não subir ao pódio.

No entanto, são necessários investimentos a curto prazo não apenas em pesquisas científicas, mas também em infra-estrutura da saúde pública. A epidemia de dengue é um exemplo de que economizar em investimentos adoece a população e os cofres do governo (leia-se nosso bolso), que tem que gastar muito mais em recuperar do que em prevenir doenças.

E quando será o encerramento desta Olimpíada, digo, pandemia? Esperemos que seja em grande estilo: ao contrário de estádios lotados, apresentando atletas (= doentes) empunhando bandeiras, cuidemos para que chegue logo o dia em que nos hospitais não haja mais nenhum contaminado com a gripe H1N1. E o injustiçado mascote da pandemia, o porco, ficará feliz.


Atualização em 19/01/2010:

Desde abril do ano passado (2009) até ontem (18/01/2010) foram registradas quase 14 mil mortes em mais de 200 países, em decorrência da Gripe H1N1. Mas, conforme o Portal G1, somente depois que a pandemia terminar (daqui a dois anos aproximadamente) é que será possível estabelecer o número exato.



Imagem: Stockxpert

10 comentários

Ricardo Aiolfi 18 de julho de 2009 00:43  

morte a gripe suína!

Rafael Silveira 18 de julho de 2009 10:55  

Mascote da Pandemia foi massa...
XD
Tomara que passemos por isso logo, e todos saia bem...
Será uma infecção que nem a do Filme "Eu Sou a Lenda"?
Tomara que não...
XD
Grande abraço, sucesso e bom fim de semana procê!

Amigao 18 de julho de 2009 16:33  

Nem amigão, não acaba.O fim de uma é o começo de outra.
Sem esquecer que já farte do calendário que em janeiro teremos sempre a epidemia da dengue.

Abração do amigão

Éverton Azevedo 18 de julho de 2009 17:04  

Aqui a coisa só está complicando meu amigo, como te falei pelo email. É estranho, as pessoas andam de máscaras na rua, e o costume boliviano de cumprimentar as mulheres com um beijo no rosto é posto de lado.

Oramos pra que isso acabe logo.

Éverton Azevedo 18 de julho de 2009 17:04  

Como vês. Já se pode comentar aqui né?
Ótimo!

Valdeir Almeida 18 de julho de 2009 22:09  

Pois é, Éverton.

Muito obrigado pela força.

Abraços e bom domingo.

Elaine dos Santos 19 de julho de 2009 01:09  

A coisa tá complicada, cara! O Hospital da Universidade Federal de Santa Maria, referência na região central do estado, recebeu, na quinta-feira, um carregamento de remédios para combate à gripe: total para apenas um dia. Tivemos duas mortes confirmadas provocadas pela gripe na região durante a semana e outras mortes que, ao divulgarem-se os resultados dos exames, também devem estar relacionadas a dita. Ainda não chegamos ao limite das máscaras, mas o receio e a sensação de "falta de proteção" é grande.

Atreyu 19 de julho de 2009 10:12  

Já estou começando a ter medo disso!!! Tenho uma sorte louca pra essas coisas...
Sempre pego.. [aaa]
DROGA!!!

19 de julho de 2009 15:25  

Oi Valdeir! Abordei esse assunto na postagem do dia 03/07, intitulado "Por amor ou pela dor?" já que trabalho na área da saúde e, infelizmente, até o momento tenho sentido uma letargia por parte do Ministério e, em especial, da população, talvez mesmo por falta de INFORMAÇÃO E PREVENÇÃO MACIÇOS diante desse crescimento dos infectados. Contrair um vírus de gripe é algo muito, muito fácil mesmo e transmiti-lo é mais fácil ainda! Daí provém minha real preocupação de que ocorra o mesmo que ocorreu com a dengue há algum tempo. Diga-se de passagem que a dengue é contraída apenas pela mosquita infectada(rs), não de pessoa (infectada) pra pessoa ou de objetos(infectados) para pessoa como é com a gripe. Também tive dengue e foi horrível! Nada a ver com gripe forte como muitos diziam, já tive gripes fortes e nenhuma me derrubou daquele jeito. E, ao contrário do que seria óbvio ter sido picada em casa (graças a Deus na minha rua somente eu fui sorteada!rs), foi no trabalho que dei de topo com o Aedes Aegypti! Com a gripe H1N1 estima-se que em meu local de trabalho haja metade dos funcionários contaminados até que essa "onda" se acalme e que o clima mude. Crê nessa estatística? É um "ai, Jesus!". Vamos divulgar mais sobre essa pandemia e reforçar que HIGIENE E PREVENÇÃO são os remédios disponíveis até o momento, os demais são somente para casos graves e vacina ainda não existe, pode demorar um bom tempo até que encontrem a ideal e, ainda assim, todos teremos acesso? Muito bom abordar o tema em seu blog que é tão lido. Bjins pra ti e até!

Diego Viana 20 de julho de 2009 16:13  

Eu já não gostava muito de Olimpíadas... essa analogia, agora, diminuiu ainda mais minha antipatia por isso... Mas falando sério, vamos convir que a mortalidade dessa gripe não é nem de longe o que se chegou a temer. Me parece que estão fazendo muito alarde na imprensa, pra variar...

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