23 de setembro de 2008

Televisão Brasileira: em busca da originalidade perdida II

Alguns setores da imprensa brasileira adotam a política do “morder e assoprar” quando tratam da rede Globo. De início, a criticam, afirmando que é manipuladora e que seu monopólio deve acabar. Em seguida, quando outra emissora a “copia”, falam que é por falta de originalidade. Por fim, ao surgir uma sutil quebra de imitação, fazem campanha para desmerecer e desqualificar a concorrência.

Por exemplo, a novela Os Mutantes – da rede Record – conseguiu transformar A Favorita na maior dor de cabeça para a Globo. Pela primeira vez, uma novela das 21h – produto mais rentável da Vênus Platinada – não consegue alcançar 40 pontos no Ibope (no horário, o normal seria atingir 50 ou mais).

A Record obteve esse feito com uma novela que em nada lembra os folhetins globais, mas sim os gibis, os heróis do cinema e a mitologia grega. Isso demonstra que a Record está alavancando a audiência sem copiar tanto a maior emissora do país.

Entretanto, parte da imprensa está utilizando como critério a própria Globo para desqualificar a novela Os Mutantes, escrevendo notas como: “Mulher aranha? Epidemia de vampirismo? A novela da TV de Edir Macedo segue seu sucesso de audiência, apostando num mau-gosto insuperável. Na Globo, personagens desta estirpe jamais seriam aprovados”.

Ora, mau-gosto é adotar uma postura de falsa imparcialidade. É fazer uso de jogo de palavras para que o público pense que está havendo críticas contra uma emissora de TV, quando, na verdade, está havendo afagos. Mas o telespectador brasileiro está cada vez mais observador e exigente; é por esse motivo que o maior canal televisivo do País está vendo sua audiência decair consideravelmente.
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16 de setembro de 2008

A Lição dos Alicerces

É possível reconstruir qualquer tipo de relacionamento desmoronado por circunstâncias adversas? Na vida, há situações, como a apresentada a seguir, que demonstram que sim.

Recentemente, um dos bairros mais populosos de Feira de Santana foi vitimado por uma enchente que destruiu algumas casas. Uma delas pertencia a uma mulher que, em face da catástrofe, só lhe restou chorar, prostrada na calçada diante da casa sobre o chão.

Passados alguns minutos de pranto, a mulher, repentinamente, abriu um sutil sorriso provocado pelo pensamento de que a força das águas destruíra sua residência, mas não conseguira acabar com o alicerce, que era muito forte e bastante fincado:

— Tenho ainda o terreno e uma base. Isso que me restou parece pouco, mas, na verdade, é muito. Agora, vou fazer outra casa bem mais bonita do que a casa que a chuva destruiu.

Essa lição também se aplica às relações interpessoais. Suas paredes podem ruir pelos infortúnios; mas se estiverem sobre alicerces bem estruturados, é possível reatá-las e de uma forma bastante melhor do que antes.


O tempo, a distância geográfica, os mal-entendidos, o juízo de valor, as idéias preconcebidas e outras “enchentes” não separam os verdadeiros amigos, pois a amizade genuína é construída a partir de alicerces firmes e constituída de paredes sólidas. (Texto de Valdeir Almeida)
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9 de setembro de 2008

Síndrome das Uvas Verdes

Uma raposa faminta pára diante de um pé de uva. Mas, observando que os cachos estão muito altos, desiste de comer a fruta, justificando para si mesma: “Estão verdes”.
É a essa fábula de Esopo (A raposa e o cacho de uvas) que costumo recorrer, quando estou diante daqueles que usam a própria energia apenas para murmurar. Trata-se de pessoas capacitadas física e intelectualmente, mas que desistem de lutar pelos seus objetivos em virtude do comodismo. São indivíduos portadores da síndrome das uvas verdes. (Texto de Valdeir Almeida)

Post scriptum: Ao contrário do que se pensa, as fábulas não são gêneros destinados puramente ao público infantil; por trás daquelas morais que as finalizam, existe uma interessante visão crítica da sociedade.
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2 de setembro de 2008

Ode aos Cães

Eu disse para meu interlocutor ao telefone: “Pois é! Jamais imaginei que aquele nosso colega fosse fazer algo tão vil contra mim. Ele é um cachorro”.

Naquele momento, meu dog alemão levantou as orelhas bruscamente e inclinou a cabeça para mim. Tive a impressão de que ele entendeu o que eu acabara de falar. Diante daquela cena, fui acometido por um intenso remorso. Mal me despedindo do meu amigo, desliguei o telefone e passei a refletir sobre aquela situação.


Os cães não costumam agir falsamente. Quando não gostam de alguém, respondem imediatamente com rosnadas, rangidos de dentes, mordidas. Se sentem afeição, fazem o que for possível para manifestar esse sentimento, mesmo que o destinatário do carinho tenha sua roupa manchada com as patas do animal.

O ser humano, por sua vez, carrega na própria essência a característica da traição. Em razão da sua capacidade de pensar, ele pode orquestrar planos funestos contra seu semelhante.

É justamente por isso que somos um dos assuntos mais discutidos nas conversas entre cachorros. Certamente costumam desenvolver explanações sobre nosso comportamento complexo. Não é por outro motivo que quando um cachorro foge à regra da própria espécie, aparece outro para alertá-lo: “Você está parecendo gente, meu amigo. Cuidado! Não traga esse vírus pra cá”.

Aprendi a lição. Não chamarei mais os calhordas de cachorro. E o meu dog alemão, enquanto suja minha calça com suas carinhosas patas, agradece.
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