26 de agosto de 2008

O Príncipe e o Mendigo

Quando a realização do sonho de ser outra pessoa torna-se um grande pesadelo


Há dois dias, concluí a leitura de O Príncipe e o Mendigo, mas ainda não consegui me desligar da história.

O livro narra a saga do monarca e do maltrapilho que resolveram trocar de identidade espontaneamente.

Apesar da época em que foi escrito (fim do século 19), o tema em torno do qual gira a trama é bastante atual, porque faz referência à curiosidade que o ser humano tem de como é “viver outra pessoa” (principalmente se for alguém que admiramos). Entretanto, mesmo que esse “milagre” pudesse acontecer, seríamos mais felizes tendo uma expressiva conta bancária? Ficaríamos mais realizados caso tivéssemos aquela vida simples do homem do campo?

De certo modo, quando lemos O Príncipe e o Mendigo esses questionamentos são elucidados, pois o autor vai expondo os pontos negativos e positivos de experimentarmos uma vida que não é originalmente nossa.

Uma certeza fica após a leitura do livro: muitas vezes, aquilo que invejamos em outra pessoa é o maior sofrimento dela. E o que detestamos em nós mesmos é a nossa maior fonte de crescimento positivo. Então, o que devemos fazer é perseguir nosso próprio caminho rumo à felicidade; sermos originais, autênticos. Sermos nós mesmos. (Texto de Valdeir Almeida)


Apaixone-se também:

O Príncipe e o Mendigo foi escrito em 1880 pelo americano Mark Twain. No Brasil, algumas editoras publicam a obra, mas prefiro a de Martin Claret, por apresentar um livro com ótima qualidade gráfica e, o que é melhor, a um baixo custo.
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10 de agosto de 2008

Frase Maldita

Situação comum: alguém procura um amigo para desabafar a respeito de algum problema. O ouvinte, por falta de inteligência ou ausência de bom senso, acaba dizendo a seguinte pérola: “Não fica assim; tem gente que passa por aflições iguais e até mesmo piores que as suas”.

Embora o uso da frase tenha boas intenções, ela é a última coisa que alguém em desespero gostaria de ouvir.

Por outro lado, a expressão em questão está na boca dos perdedores, que a relêem da seguinte forma: “Então, outras pessoas no mundo vivem problemas semelhantes aos meus e até piores? Não estou sozinho. Não sou anormal”.

É a velha teoria da normalização do que é comum; ou seja: se as estatísticas são significativas, há pouco a se fazer para reverter a situação. E isso leva os perdedores a um conformismo muito maior do que os problemas que eles vivenciam.

Em última instância, a comparação de aflições torna-se uma sentença de morte. Morte de sonhos. Morte de vidas.
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5 de agosto de 2008

QUEM SOU

Você é o que come, diz o nutricionista.
Você é o que poupa, diz o economista.
Você é o que veste, diz o estilista.

Ora, não sou nada disso. Sou o que penso. Sou o que sinto. Sou meus valores. Sou meus sonhos. Sou meus próprios esforços. Sou minhas realizações.

Não sou João, nem Maria, nem Antônio. Não sou o carro que José comprou e quer que eu também tenha. Nem a casa que Joana insiste para eu ter uma igual.

E quem são João, Maria, Antônio, José, Joana? São exatamente o que a multidão quer que eles sejam. São tudo e todos. Portanto, não são ninguém.

Eu sou Valdeir, o resto é sociedade.
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