27 de julho de 2008

Por que o Brasil perdeu a Copa

Não sou especialista em futebol, tampouco em Seleção Brasileira. Portanto, se o Brasil perdeu a última Copa do Mundo, o que me resta é ficar “patrioticamente” triste e revoltado.

Mas, em meio a toda aquela celeuma gerada durante o desempenho dos nossos jogadores, uma frase ficou marcada em minha vida. Ela foi dita por Parreira (o então técnico da Seleção): “Pressa é diferente de velocidade. E o que os jogadores estão tendo é pressa”. Em seguida ele justificou seu comentário, dizendo que a pressa é uma atitude de quem age por impulso, sem pensar, sem adotar táticas lógicas. Já a velocidade é estratégica, e surge de indivíduos que não são ansiosos e não dão lugar ao acaso.

Parreira pode ser alvo de críticas por causa da performance da equipe brasileira em 2006, mas deve ser aplaudido de pé por sua sabedoria. Talvez, se os jogadores pensassem como ele, hoje já poderíamos exibir o título de hexa campeões mundiais. (Texto de Valdeir Almeida)

Continue Lendo

20 de julho de 2008

“Tu te tornas responsável por aquilo que cativas”

Hoje é o Dia Internacional da Amizade! Leia o texto abaixo e reflita a respeito da necessidade de cultivar amigos.

Esta frase de Saint Exupéry imortalizada no romance O Pequeno Príncipe é bastante oportuna para a data que comemorarmos hoje.

Pensemos num jardineiro. Inicialmente ele está eufórico para plantar novas sementes que haviam acabado de chegar. Tanta euforia era explicado pelo fato de dali a alguns dias brotarem novas flores, que ainda não existiam em seu jardim. Entretanto, bastaram alguns dias para que a efervescente vontade cedesse lugar à ociosidade e à omissão. Desistiu. Preferiu dar atenção às outras flores, que, por já estarem crescidas, não exigiam tanto cuidado e atenção.

Quantas vezes em nossa vida nos comportamos como um jardineiro omisso e ocioso! Conquistamos pessoas, semeamos relacionamentos, mas deixamos de lado no início da germinação. Nos acomodamos diante da laboriosa empresa de cultivar verdadeiras amizades. E para nos isentar deste aborto e da inércia, costumamos colocar a culpa no tempo (ingratidão nossa, pois o tempo é, ao contrário do que imaginam os ociosos, um solidificador de relacionamentos).

Plantemos sementes e jamais deixemos de cuidar delas. Um dia estas sementes serão imensas árvores, cujas folhas servirão de sombra em dias escaldantes.
Continue Lendo

13 de julho de 2008

O Falso Discurso da Falta de Tempo

Já escrevi vários textos aqui, falando acerca “da falta de tempo” (veja categoria Administração de Tempo). Nesses textos, afirmo que tempo todos têm. O que se deve fazer é planejar muito bem suas horas disponíveis e não assumir tarefas em excesso. Geralmente, as pessoas que vivem sob o manto da “falta de tempo” geram filhos, mas deixam para o acaso criar. E não têm amigos, porque não há espaço na agenda para cultivar relacionamentos.

E, mais uma vez, trato desse tema, apresentando duas letras de música que representam duas pessoas com estilos de vida (ou saúde emocional) completamente diferentes. Na primeira, vê-se alguém que vive apressado, não “tendo tempo para nada”. E, no final, frustra-se por não poder usufruir daquilo que a vida lhe oferece, porque tem muitas tarefas para desenvolver. Já na segunda, observamos uma pessoa que, no passado, foi como o apressado da letra da música anterior, mas que, agora, anda mais devagar, e vai levando sorriso.


Seguem as letras:


Nada tanto assim

Só tenho tempo pras manchetes

No metrô

E o que acontece na novela

Alguém me conta no corredor

Escolho os filmes que eu não vejo

No elevador

Pelas estrelas que eu encontro

Na crítica do leitor

Eu tenho pressa

E tanta coisa me interessa

Mas nada tanto assim

Eu me concentro em apostilas

Coisa tão normal

Leio os roteiros de viagem

Enquanto rola o comercial

Conheço quase o mundo inteiro

Por cartão postal

Eu sei de quase tudo um pouco

E quase tudo mal

Eu tenho pressa e tanta coisa

Me interessa.


(Composição: Bruno e Leoni Furtado. Intérprete: Kid Abelha e os Abóboras Selvagens).



Tocando em Frente


Ando devagar porque já tive pressa

Levo esse sorriso porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe

Só levo a certeza de que muito pouco eu sei

Eu nada sei


Conhecer as manhas e as manhãs,

O sabor das massas e das maçãs,

É preciso amor pra poder pulsar,

É preciso paz pra poder sorrir,

É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente

Compreender a marcha e ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro levando a boiada

Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou

Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,

O sabor das massas e das maçãs,

É preciso amor pra poder pulsar,

É preciso paz pra poder sorrir,

É preciso a chuva para florir


Todo mundo ama um dia todo mundo chora,

Um dia a gente chega, e no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz

E ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs

O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar,

É preciso paz pra poder sorrir,

É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa

Levo esse sorriso porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história,

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz

E ser feliz

(Composição: Almir Sater e Renato Teixeira. Intérprete: Almir Sater). (Texto de Valdeir Almeida)
Continue Lendo

10 de julho de 2008

Estigma da Novela das Oito

A “novela das oito” da TV Globo começa quase às nove, mas continua a ser chamada assim. Por quê?


As novelas globais não têm mais a mesma audiência astronômica do passado, mas os termos relacionados aos horários em que elas vão ao ar continuam na boca do povo. A expressão “novela das oito”, por exemplo, faz parte da cultura brasileira. Na prática, porém, o folhetim da Globo começa às 20h50. Então, por que razão se diz “novela das oito” (afinal só está “dentro” da faixa das 20h por apenas 10 minutos)?

É que num passado remoto e poderoso, a principal novela da Globo começava pontualmente às 20h30, logo após o Jornal Nacional. Como a emissora veiculava três novelas inéditas (como ocorre hoje), o telespectador passou a nomear os horários em vez das novelas, da seguinte forma: “novela das oito”, “novela das sete” e “novela das seis”.

Como se vê, a rainha perdeu a coroa, mas não a majestade; vão-se os dedos, ficam-se os anéis.


O mesmo ocorre com as expressões “cair a ficha” e “virar” o disco. A primeira é da época do telefone público movido a fichas. A segunda se referia ao LP, o bisavô pobre do CD
Continue Lendo

5 de julho de 2008

O que é um verdadeiro herói

Especialistas costumam afirmar que os anti-heróis são formados quando faltam os heróis.


Concordo com a tese, mas acrescento o seguinte: o anti-herói surge também porque as pessoas não sabem reconhecer um herói autêntico próximo a elas.

Já os heróis do cinema e da TV são idolatrados, porque têm super-poderes. Eles, de certa forma, têm a capacidade de nos subtrair do mundo real (tão cruel!) e nos oferecer um universo de fantasias e sonhos. Mas não têm o poder de transformar a nossa realidade.

Os heróis de carne e osso, ao contrário, contribuem para mudar o mundo.
Continue Lendo

2 de julho de 2008

02 de Julho, Dia da Independência do Brasil

O 07 de setembro de 1822 ficou registrado como o Dia da Independência do Brasil. Data em que as tropas portuguesas foram derrotadas e expulsas do nosso país. Mas não completamente (ao contrário do que mostram os livros didáticos de História).

Na Bahia, os portugueses ainda tentaram resistir, mas foram derrotados em 02 de julho de 1823. Assim, o Brasil ficou definitivamente livre de Portugal.

Então, por que razão persiste a tese de que São Paulo é o verdadeiro cenário da Independência? Não seria porque aquele Estado localiza-se no Sudeste (região mais rica do Brasil), enquanto a Bahia pertence ao Nordeste, uma região discriminada?
Continue Lendo

Blogs Indispensáveis

Membros

Creative Commons License
O Blog Ponderantes está licenciado sob uma licença Creative Commons.

© Ponderantes 2008-2012 Todos os Direitos Reservados | Início |Créditos

Voltar ao TOPO