30 de junho de 2008

Televisão brasileira: em busca da originalidade perdida I

A semelhança entre as redes Globo e Record levantam a discussão a respeito do que existe de original na TV do nosso país



A imprensa especializada em TV afirma que a Record é uma cópia da Globo.

Essa discussão faz-me lembrar do que disse o químico francês Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Retomo a frase de Lavoisier para dizer que a Globo teve sua grade de programação espelhada na extinta TV Tupi que, durante muitos anos, foi líder absoluta de audiência. A estratégia da Globo deu certo, de tal forma que ultrapassou a Tupi e passou a ser a “dona” dos números do Ibope.

Cabe, então, a pergunta: há algo de original na televisão brasileira?


Em tempo:

O saudoso Chacrinha – o rei das tardes de sábado nos anos 70 e 80 traduziu a frase de Lavoisier para televisão da seguinte forma: “Na TV nada se cria, tudo se copia”. Ou seja, o Velho Guerreiro admitia (e divulgava a mea-culpa) que não há nada de novo no mundo televisivo. É importantíssimo frisar que Chacrinha trabalhava na rede Globo.
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19 de junho de 2008

Como perder uma grande amizade sem muito esforço

Se você quer perder um grande amigo, para que se dar ao trabalho de divulgar um segredo dele aos quatro cantos?


Puxar o tapete dele na empresa? Isso também é muito desgastante e “dá uma preguiça”!


Não fique triste, eu tenho a solução para o que você procura:


Se quer, realmente, romper uma amizade camarada, de longa data, basta emprestar dinheiro para seu amigo. De preferência, a quantia deve ser alta, proporcional à estima que você nutria pelo seu “brother”.


Após o empréstimo, é só esperar um pouco para ver o resultado. Seu amigo não devolverá o dinheiro, e adeus amizade!


Que cara é essa? Está triste porque perdeu seu suado dinheiro? “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”; você não apenas perdeu alguma coisa (seu dinheiro), mas também ganhou: um inimigo para sempre.


Valdeir Almeida
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14 de junho de 2008

Novelas brasileiras contribuem para queda de natalidade

Essa é a conclusão de um estudo feito pelo Centro de Investigação Econômica de Londres.


Segundo o estudo, as brasileiras estão tendo menos filhos, porque imitam as personagens que têm famílias pequenas nas telenovelas.

Em minha opinião, essas conclusões não têm base científica nem respaldo sociológico consistente. Trocando em miúdos, é uma pesquisa apenas para “inglês ver” e continuar afirmando que o Brasil é um país que vive pautado em telenovelas, tipo de programa considerado inferior.
No texto abaixo, irei apresentar alguns pontos do estudo e os meus respectivos comentários.

As investigações “revelaram” (!?) que as mulheres têm menos filhos, porque se espelham nos personagens de telenovelas (cujas famílias são pequena) e não pelo fato de ficarem muito tempo assistindo a elas.
Conforme os autores do estudo, o índice de natalidade no Brasil caiu de 6,3 filhos por mulher em 1960, para 2,3 em 2000.

Não é a influência das telenovelas que colaboram para a queda de natalidade, mas, sim, outros fatores, como: o uso cada vez mais freqüente de métodos anticoncepcionais; a melhor educação dos pais (que se conscientizam dos altos custos de manter um filho); a emancipação feminina (estudos comprovam que é muito grande o número de mulheres que não têm filhos, ou têm apenas um, para priorizar a carreira); etc.


Curiosamente, as novelas importadas do México e transmitidas em outros canais de TV (leia-se SBT), produzem o mesmo efeito.

Se as telenovelas brasileiras – tão entranhadas na cultura do nosso país – não influenciam na escolha do número de filhos, a contribuição dos folhetins mexicanos nesse sentido está absolutamente descartada. De fato, houve um longo período em que a TV mexicana tinha bastante audiência nas telinhas do Brasil, mas isso não fez com que, por exemplo, as brasileiras andassem com aquelas maquiagens pesadíssimas que as mexicanas costumam usar. Se fosse o cinema americano, talvez, houvesse essa influência.


O Centro de Investigação de Política Econômica analisou também a influência das telenovelas da Globo para escolha dos nomes que as brasileiras dão aos filhos.

Nisso, concordo. Nem precisa fazer uma investigação para comprovar isso. O nome Elisângela, por exemplo, era exclusivo de uma atriz (conjunção dos nomes de seu pai e de sua mãe). Seu primeiro trabalho na TV começou com um grande sucesso. No mesmo período, esse nome proliferou entre as recém-nascidas, e hoje já se transformou em um nome muito comum.
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12 de junho de 2008

Dia 12 de junho

Dia de estar nas nuvens
De ver estrelas
De mandar recado


Hoje é dia do Correio Aéreo Nacional


O Correio Aéreo Nacional (ou CAN) surgiu com o objetivo de integrar comunidades das mais diversas regiões do Brasil, promover a inclusão social, levar conhecimento, auxílio, progresso e esperança.
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9 de junho de 2008

Os verdadeiros heróis

“Todos nós precisamos de heróis” é o slogan de “Chamas da Vida”, novela que a rede Record exibirá a partir de julho. Tal slogan me levou à seguinte reflexão:

Dentre os dicionários mais conceituados, o que melhor define a palavra herói é o Larousse: “(...) aquele que se distingue pelo valor e por ações extraordinárias” (grifos meus).

Sendo assim, são heróis as pessoas que encontram milhares de dólares e devolvem para o verdadeiro dono; o político que resiste à tentação da corrupção; e pessoas que dedicam parte de suas vidas a obras sociais – dentre tantos outros exemplos.

Os personagens do cinema americano, como Batman e Super-Homem, são considerados heróis não pelos seus super-poderes, mas porque os usam para ajudar os outros, assim como qualquer outro indivíduo “normal” pode usar seu dom para fazer o bem.

Portanto, o herói comum – que está bem ao nosso lado – não precisa de poderes paranormais; necessitam apenas exercitar a missão que Deus lhe deu.
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6 de junho de 2008

Governo de SP distribui livros com erro de português

Em apostila de professor, ensino está grafado com a letra "c".Secretaria de Educação diz que problema foi um erro de digitação.

Do G1, em São Paulo

"A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo distribuiu apostilas para os professores da rede pública de ensino com um erro de português. No caderno de dicas entregue aos docentes de inglês da 8ª série a palavra ensino está grafada 'encino'.
Segundo o professor Carlos Ramiro de Castro, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o sindicato ainda não terminou de fazer a revisão em todos os livros entregues para serem usados no segundo semestre, mas esta não é a primeira vez que isso acontece.
'Os livros são entregues aos professores sem nenhuma revisão. No início do ano os professores constataram outros erros. Um deles dizia que o rio Xingu estava no Rio Grande do Sul', disse".

Trecho de reportagem extraída do portal G1. Para ver a barbaridade completa, clique aqui
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3 de junho de 2008

Decadência?

Há alguns anos, a Rede Globo de Televisão produziu e veiculou Decadência. Nessa minissérie, a emissora carioca apresentou os protestantes e líderes evangélicos de modo distorcido e degradante. Pelo título do programa e pela trama apresentada, parecia que a Globo torcia pelo fim daquela religião.


Em Duas Caras, mais uma vez, a TV dos Marinho mostrou os evangélicos de forma caricaturesca e distante da realidade. Mas, agora, o que merece ser achincalhado e ridicularizado são os números da audiência dessa novela: 41 pontos.

E não é apenas isso. O site O Planeta TV apresentou um comparativo entre as seis últimas novelas veiculadas no mesmo horário. A queda é surpreendente:

Senhora do Destino – 50

América – 49

Belíssima – 48

Páginas da Vida – 47

Paraíso Tropical – 43

Duas Caras – 41

Como se pode observar, o índice de audiência da novela das nove, principal produto da Rede Globo, tem caído acentuadamente. Agora, a pergunta que está na ponta da língua: Quem é mesmo que está sofrendo decadência?

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Por falar nisso...

Hoje, nos canais especializados em TV, não se fala em outra coisa: A Favorita foi a pior estréia de uma novela das 21h da história da Globo. Todos diziam que a Record estava cometendo suicídio ao colocar uma novela no principal horário da principal rede de televisão brasileira. Mas, ao contrário do que alguns pensavam, a estratégia deu fôlego novo à Record.

Veja Reportagem, no Planeta TV
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1 de junho de 2008

Novas Regras na Ortografia da Língua Portuguesa

Inicialmente, eu era contrário às mudanças na ortografia do Português, pois acreditava que traria mais dificuldade para a aprendizagem das regras, já tão complicadas para o aluno (da escola pública, principalmente).

Hoje, sou absolutamente favorável, por saber que a dificuldade na aprendizagem não está nas regras em si, mas na falta de investimento do governo na educação.

Vale destacar que as mudanças ortográficas são fruto de um acordo entre os países lusófonos (ou seja, aqueles que têm o Português como idioma oficial). Essa unificação trará muitas vantagens como: uma melhor divulgação internacional da nossa amada língua e a facilidade e rapidez na troca de conhecimentos entre os países de língua portuguesa.
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O Adeus ao Trema

Com a reforma ortográfica, o trema, um dos terrores dos estudantes e dos demais usuários da língua, será "exterminado". Tranqüilo passará a ser tranquilo.

Só vejo apenas uma desvantagem: o trema é um sinal que distingue quando o a letra u é pronunciado. Com o fim do trema, há também o fim desse recurso de diferenciação.


Para entender melhor as novas regras ortográficas e a unificação da ortografia, sugiro o blog REFORMA DA ORTOGRAFIA.

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